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Pais devem priorizar diálogo e informação

Luana Almeida
Por Luana Almeida
| Atualizada em

Diálogo e informação. Para os especialistas, essa é a melhor solução para evitar que crianças e adolescentes utilizem as tecnologias dos celulares e computadores para alimentar ou acessar conteúdos pornográficos na internet.

Embora os sites com vídeos e fotografias de sexo sejam voltados para maiores de 18 anos, para os jovens, burlar essa restrição não é tarefa difícil. Por conta disso, o diretor de prevenção da Safer Net, Rodrigo Nejm, orienta que os pais criem o hábito de dialogar sobre sexualidade em casa e sobre os perigos da exposição da imagem dos jovens na rede.

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“Proibir não é o caminho. É preciso conversar, mostrar as consequências, tanto para quem sofre, tanto para quem faz", afirmou. Foi o que fez a empresária Sandra Teixeira Moura, 42, mãe de Camila Moura, 14. Ela conta que a filha passa parte do dia em frente ao computador.

Para evitar que a garota tenha acesso a conteúdos impróprios, não instalou filtros, nem fiscaliza o histórico de navegação do computador da filha: a empresária conversou com a jovem e a fez refletir sobre os perigos que a internet pode trazer. "Expliquei sobre pedofilia, falei que era crime e a fiz refletir aquilo. Alertei sobre a exposição da imagem dela na webcam. Quando a gente demonstra confiança, eles percebem que aquilo pode ser realmente perigoso, pensam melhor antes de experimentar".

Na opinião do psicólogo Alessandro Mampietri, a escola deve ser espaço aberto para a discussão de temas relacionados ao bom uso da tecnologia pelos jovens.

“Muito mais do que informar, a escola contemporânea tem como desafio formar pessoas capazes de lidar, de maneira menos destrutiva, com uma profusão de informações facilmente acessíveis por todos, indiscriminadamente”, afirmou.

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe/BA), Natálio Dantas, as escolas têm controle sobre o que os estudantes acessam nos laboratórios de informática. Caso sejam flagrados visitando sites com conteúdos pornográficos ou impróprios para a idade, são identificados e convocados pela coordenação da escola para uma conversa.

Dantas também acredita que não se deve fazer nenhuma imposição ao aluno. “As escolas se preocupam com isso. A orientação é que os educadores mostrem as consequências desses atos. Não adianta simplesmente proibir. O diálogo está em primeiro lugar, sempre. Só a informação bem dada pode orientar o jovem a respeito dos perigos que a internet pode trazer”, afirmou.

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