SALVADOR
Pais enfrentam dificuldade para atendimento pediátrico no Roberto Santos

A população enfrenta dificuldades de atendimento pediátrico no Hospital Roberto Santos neste sábado, 18. Cristiane do Carmo esteve com o filho Eduardo, 3 anos, na unidade de saúde e não conseguiu socorro para a criança, que está com febre, dor de cabeça, tosse e dor no ouvido há dez dias. "Só tem um pediatra trabalho e não deixaram nem fazer a ficha porque não tem previsão de atendimento", conta Cristiane.
Seu José Parizio também tenta atendimento para a neta Tamires, 6 anos, que precisa fazer uma operação no braço. "Ela fraturou o cotovelo após uma queda e o médico disse que ela precisa fazer uma cirurgia de emergência para não ficar com sequela, mas não consigo atendimento", conta Parizio.
A dificuldade de atendimento com pediatra não é encontrado apenas no Roberto Santos. Antes de chegar à unidade de saúde, Parizio gastou R$ 250 de táxi percorrendo os hospitais Martagão Gesteira, Santa Isabel, Ernesto Simões e Insbot. "Todos diziam que não poderiam realizar a cirurgia dela, mesmo confirmando o caso de emergência", diz Parizio.
Cristiane também percorreu a cidade em busca de atendimento para o filho. Ela esteve nos postos de Plataforma, Pirajá e Pau da Lima, que não tinha pediatra trabalhando. Agora ela está no Ernesto Simões, que também está com a emergência lotada, mas onde conseguiu preencher uma ficha de atendimento.
*Com informações do fotógrafo Luciano da Matta | A TARDE