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Paralisação de peritos chegou a 100% na capital

Carolina Mendonça, do A Tarde On Line
Por Carolina Mendonça, do A Tarde On Line
| Atualizada em

A paralisação dos peritos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), realizada nesta quarta-feira, 17, em todo o país suspendeu as perícias nos postos de atendimento da capital e dos municípios de Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus, segundo delegado regional da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, Luiz Fernando Hupsel e o assessor de comunicação do INSS da Bahia, Ivan Cláudio. Com a “greve de um dia”, aproximadamente 1.100 perícias deixaram de ser realizadas pelos cerca de 90 peritos que atum na capital.

De acordo com Claudio, não houve tumulto nos postos de atendimento e as perícias foram remarcadas para das datas mais próximas. Uma equipe do INSS entrou em contato, por telefone, com os beneficiários que teriam entrevista marcada para esta quarta-feira. No entanto, quem, por algum motivo, não foi contactado pelo órgão, pode ligar para a Central de atendimento, pelo número 135 ou então se dirigir a qualquer um dos postos do INSS para agendar uma nova data.

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Paralisação - Os mais de cinco mil peritos da Previdência Social no país pararam suas atividades. A categoria protesta contra as mudanças no texto da Medida Provisória (MP) 441/08 que legitimaria o acordo feito para reestruturar o plano de carreira dos peritos. Por meio de sua assessoria de comunicação, os trabalhadores alegam que a MP, publicada no dia 29 de agosto, descumpre o que foi acertado durante as negociações. A manifestação acontecerá também nas próximas quartas-feiras, até a votação da Medida. Caso a Lei seja aprovada, a categoria promete deflagrar greve geral.

Os itens mais criticados do novo texto são o condicionamento da gratificação (o que representaria cerca de 50% do salário dacategoria) ao tempo de espera do cidadão na fila. A assessoria de comunicação dos peritos diz que a medida é injusta, pois acaba punindo os profissionais que realizam atendimentos nos grandes centros urbanos, onde há mais filas por conta do número insuficiente de funcionários da Previdência em relação ao contingente populacional.

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