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Paralisação de professores deixa 55 mil alunos sem aulas em Feira de Santana

A TARDE On Line*
Por A TARDE On Line*
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Cerca de 55 mil estudantes da rede municipal de ensino em Feira de Santana, a 109 km de Salvador, estão sem aulas nesta quinta-feira, 16. Os professores aderiram a uma paralisação de 48 horas para alertar a população sobre falta de estrutura das unidades de ensino do município.

De acordo com Indiacira Boaventura, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), as escolas estão com problemas que vão desde a ausência de giz e papel higiênico até furos no telhado e escassez de equipamentos na cozinha e nos banheiros. São 250 unidades de ensino onde atuam cerca de 2.200 professores.

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A APLB garante que 95% da categoria aderiu ao movimento e apenas 5% das escolas manteve o funcionamento. Na manhã desta quinta, os docentes se concentram em frente à sede da prefeitura e, em seguida, se separam em grupos para entregar panfletos em diferentes pontos da cidade. O objetivo é mostrar à sociedade como as crianças estão sendo educadas em locais sem estrutura adequada.

Com essa paralisação, os docentes acumulam 13 dias longe das salas de aula em 2009. Desde o início do ano já foram feitos outros movimentos como este, sendo pedido, inclusive, reajuste de 12% durante a negociação salarial da categoria. Os docentes conseguiram acréscimo de 5,6% no salário, índice que será pago de modo parcelado entre maio e novembro. No próximo dia 23 a categoria realiza uma assembleia para decidir se continua com paralisações de 48 horas todos os meses, se decreta greve por tempo indeterminado ou se suspende as mobilizações.

EDUCAÇÃO – Esta é a segunda paralisação na área da educação somente esta semana em Feira de Santana. Na terça e quarta-feira, foram os professores da rede estadual que cruzaram os braços por 48 horas. Cerca de 70 mil alunos ficaram sem aulas e os docentes protestavam também pela precariedade do sistema de ensino.

Para agravar o quadro, na rede estadual existe um déficit de 250 professores, e funcionários dos setores de limpeza e merenda escolar chegam a ficar cinco meses sem receber salário.

*Com informações de Alean Rodrigues, da Sucursal Feira de Santana

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