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Parlamentares aguardam definição

Regina Bochicchio, do A TARDE
Por Regina Bochicchio, do A TARDE

Com surpresa e cautela. Foi assim que parlamentares da Assembléia Legislativa (AL) reagiram à prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Antônio Honorato, acusado de integrar uma suposta máfia de licitações que beneficia empresas das áreas de limpeza e segurança.

O deputado Zé Neto (PT) disse que o fato de a PF encontrar irregularidades nas licitações das empresas contratadas pelo Estado, nas áreas de limpeza e vigilância, não causa espanto ao PT. Mas o nome de Honorato teria surpreendido: “A nossa bancada já tinha a expectativa de que algo iria acontecer. Desde 2003 a bancada assinou uma representação no Ministério Público que colocava em dúvida esse controle, com base em fatos. Essa denúncia já tínhamos feito. O que nos chama a atenção são os envolvidos”.

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Sobre a prisão de Marcelo Guimarães, os deputados não quiseram comentar. O deputado Heraldo Rocha, por exemplo, líder do DEM na AL, não quis falar sobre o assunto. Só comentou que recebeu a notícia com tristeza e preocupação, mas que isso tudo não deve ser tratado em nível político; tem de ser decidido pela Justiça.

Honorato foi deputado e chegou a presidir a Assembléia Legislativa. Deputados que preferem não se identificar dizem que ele alçou à presidência da Casa por influência direta de Antônio Carlos Magalhães, que também o fez conselheiro do TCE.

Carlista ou não, o fato é que os deputados de situação e oposição não levantaram nada contra Honorato.

ELITES – Elmar Nascimento (PR), ex-soutista e, atualmente, firme e forte na base do governo, disse que ficou surpreso. “As referências que tenho sobre Honorato são as melhores possíveis. Mas não quero externar nenhum tipo de juízo de valor”, disse. Sobre a Operação Jaleco Branco como um todo, disse apenas que é preciso aguardar o resultado das investigações.

Já o deputado Arthur Maia (PMDB) recebeu “com grande surpresa” a notícia do suposto envolvimento de Antônio Honorato nas investigações da Policia Federal (PF). “Foi um colega aqui na Assembléia, companheiro de partido durante um período. Quando retornei à esta Casa o encontrei como presidente e, depois, como conselheiro do TCE.

Sempre o tive como uma pessoa proba, inegavelmente”.

Somente o deputado Álvaro Gomes (PCdoB) foi direto ao assunto. Para ele, se os suspeitos forem culpados, têm de ser punidos: “Eu acho que as organizações e as instituições devem fiscalizar rigorosamente todas as irregularidades por parte de quem quer que seja.

Evidentemente, que se deve ter cuidado para não cometer injustiças, é preciso provas. Uma coisa fantástica aqui é presenciar a elite sendo presa e suspeita, e não um pobre, negro e excluído”.

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