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PM desmente e-mail que circula na internet

Publicado segunda-feira, 23 de julho de 2007 às 18:50 h | Atualizado em 23/07/2007, 18:50 | Autor: Marta Erhardt
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Um e-mail que circula na internet sobre a ação de ladrões em bares e restaurantes de Salvador, enviado em nome da Policia Militar, é falso, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta segunda-feira, 23. A correspondência eletrônica alerta sobre jovens bem-vestidos que se passam por clientes para roubar veículos e outros pertences de freqüentadores de barzinhos.

No final do texto, supostamente enviado pela central de atendimento 190 da PM, há uma recomendação para que a mensagem seja encaminhada para o maior número possível de pessoas. A mensagem é, na verdade, um e-mail falso. De acordo com a SSP, a Central de Telecomunicações da Polícia Militar (Centel), órgão citado no e-mail, não foi autora da mensagem e também não há registros desse tipo de assalto.

O departamento de comunicação da Polícia Militar (PM) também negou a autoria da mensagem. De acordo com o capitão Marcelo Pita, não é prática da PM encaminhar e-mails com esse conteúdo. “A PM dá dicas de segurança em sua própria página da internet, ou quando há festas de grande porte, faz recomendações por meio da imprensa”, esclarece o capitão.

A mensagem possui características comuns a fraudes do tipo “hoax”, termo que denomina um boato propagado na internet. Os textos dos “hoax” contam histórias alarmantes que instigam o leitor a continuar sua divulgação. Mas essa não é a única modalidade de mensagens fraudulentas na rede, de acordo com o engenheiro de sistemas Fernando Fontão, da empresa websense, especializada em segurança na internet.

Há também o “phishing”, tipo de e-mail que induz o internauta a clicar num link que o remete a uma página de conteúdo falso. Acontecimentos que causam grande comoção e curiosidade são utilizados por crackers como isca para espalhar vírus. O caso mais recente pede que o internauta clique em um link para ver fotos do acidente com o Airbus A320 da TAM, ocorrido em São Paulo no último dia 17, que deixou pelo menos 199 mortos.

Em outro tipo de “phishing”, o internauta é induzido a preencher um cadastro com seus dados pessoais. Normalmente, os crakers utilizam nomes de entidades existentes, como o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e bancos. Nesses e-mails são utilizadas imagens legítimas dos sites oficiais.

“A curiosidade faz parte da natureza humana, por isso muitas pessoas clicam nos links encaminhados. O problema é que ao clicar no link, um script é descarregado na máquina e abre espaço para que o hacker tenha acesso às informações contidas no computador. Metaforicamente, é a mesma coisa de abrir a porta de casa para o bandido entrar”, alerta o especialista.

Para evitar problemas com e-mails, o engenheiro de sistema recomenda que, ao receber uma mensagem, o internauta faça uma análise cuidadosa antes de encaminhar para um grande número de pessoas. “É importante buscar na mídia sobre o assunto para checar se não se trata de uma fraude conhecida e não repassar essas mensagens para muitos amigos”, diz.

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