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PMs são acusados de tráfico em escolas

Marjorie Moura
Por Marjorie Moura

Dois policiais militares presos e um foragido é o saldo da operação realizada nesta quinta-feira, 19, por uma equipe da Delegacia de Homicídios (DH), comandada pela delegada Gabriela Macedo. A investigação era de tentativa de homicídio contra um informante da própria PM. O sargento reformado Arginoel José da Silva Júnior, 33, foi preso na Mata Escura e o soldado Jean Charles Saraiva, 39, foi detido em Cajazeiras. Saraiva é acusado de vender drogas na porta da Escola Edvaldo Brandão Correia (Cajazeiras 6) e do Colégio Naomar Ribeiro (Cajazeiras 5), em associação com Arginoel e outro sargento reformado, Ajadilson Lima de Brito, que fugiu.

Em poder de Arginoel, foram encontrados: R$ 1.476 (que o preso admitiu ser fruto de coleta entre usuários), 200 gramas de cocaína em trouxinhas, uma pistola PT 380 e munição de fuzil 762. Os civis apreenderam, ainda, um VW Golf e uma motocicleta Honda 500cc, além da placa JNL-3583. Em poder de Saraiva, foi encontrado um carro de placa clonada. Os sargentos foram reformados há dois anos, pela junta médica da PM, sob a alegação de apresentarem distúrbios mentais (loucura).

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Lan house – O Serviço de Investigação da DH apurou que o sargento reformado preso manteria uma boca-de-fumo em uma lan house (estabelecimento comercial que disponibiliza computadores ao público, em sua maioria adolescentes e jovens), em Cajazeiras, e possuiria uma loja de telefones celulares em São Cristóvão. A delegada revelou que também foi apurado que ele “está construindo um imóvel na Ilha de Itaparica”.

Segundo Gabriela Macedo, as investigações começaram a partir de denúncia que chegou até o Grupo Especial de Atuação contra Crimes de Extermínio (Gaex), do Ministério Público Estadual (MPE), que enviou documentação à polícia. Segundo a denúncia, Arginoel e Ajadilson teriam emboscaram um informante que auxiliava a PM na elucidação de um crime. Como a vítima esteve parada em frente à boca-de-fumo do acusado, no dia seguinte foi localizado pela dupla em Águas Claras.

13 tiros – Utilizando uma motocicleta, disse a delagada, “eles o abordaram, e Ajadilson, conhecido como Pato Rouco, baleou a vítima com 13 tiros no abdômen e membros inferiores”. Fotos da investigação mostram a vítima ferida gravemente. Apesar de ter sobrevivido, o homem ainda está hospitalizado: perdeu a perna direita e a esquerda está presa por pinos externos. Ele é obrigado a utilizar uma bolsa de colostemia. “Os acusados se desfizeram da arma do crime”, disse Gabriela.

Arginoel falou à delegada que é viciado em drogas e, por este motivo, tinha a cocaína em seu poder. Mas, apesar da alegação de que sofreria de problemas mentais, os policiais não encontraram remédios controlados adequados para os distúrbios.

A ação policial foi respaldada em mandados de busca e apreensão e de prisão expedidos pelo juiz Cássio Miranda, da 1ª Vara Crime de Salvador.

A delegada Gabriela Macedo explicou que os presos tiveram decretada a prisão provisória e são mantidos na cadeia da unidade pelos flagrantes de apreensão de drogas e de armas.

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