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PMs suspeitos de espancar adolescente em Mucuri depõem na segunda-feira

Mário Bittencurt | Eunápolis
Por Mário Bittencurt | Eunápolis

Sete policiais militares que faziam a segurança das festas de fim de ano no município de Mucuri, a 892 km de Salvador, no extremo sul da Bahia, e estão sendo apontados como autores ou participantes de um espancamento a um menino de 15 anos, vão ser ouvidos nesta segunda-feira, 18, no pelotão da Polícia Militar (PM) da cidade. Por causa das agressões, o menino teve de passar por uma cirurgia esta semana em Teixeira de Freitas, no Hospital Municipal, e se recupera em casa. A parte do corpo mais atingida foi o cotovelo, que pode ficar com os movimentos comprometidos.

O fato ocorreu na madrugada do dia 3 deste mês, na orla de Mucuri, onde ocorria uma festa. Segundo conta o pai da vítima, seu filho estava na companhia da mãe e da irmã de 13 anos, quando teria ocorrido uma briga do lado oposto em que eles estavam ao palco. “Houve uma correria na direção deles e, nisso, meu filho foi confundido com os que estavam brigando e foi agarrado pelos policiais. Um PM deu uma gravata nele com cassetete e o jogou no chão. Minha filha foi tentar tirar o menino e levou uma cacetada na perna. Aí meu filho foi levado para um posto da PM e espancado”, disse.

Desmaio - Dentro do posto, conta o pai, os PMs colocaram um dos braços do garoto para trás das costas, suspenderam e começaram a bater de cassetete. “Eles queriam bater no rosto e meu filho colocava o braço na frente. Por isso, o cotovelo foi a parte mais atingida. Foi tanta porrada que o menino desmaiou e só não bateram mais porque nós e o Conselho Tutelar chegamos ao posto. Meu filho pegou três pontos na canela, teve escoriações no ombro, costas, tórax, pernas. Já fez exame e o médico perito que o atendeu no hospital me disse que ele pode ficar com sequelas. Todos nós da família estamos muito revoltados com o que aconteceu. No dia da festa, minha esposa tinha ido lá pra esperar meu filho sair do trabalho – ele trabalha numa pizzaria – e acontece isso. Queremos que os culpados sejam punidos”.

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O major da PM de Teixeira de Freitas, Osiris Cardoso, responsável pelo inquérito militar que apura o fato, informou que são sete os PMs acusados. “Vamos ouvi-los na próxima segunda-feira, bem como outras testemunhas e também a família”, declarou, por telefone. Segundo o pai da vítima, um dos PMs é o tenente Claus. “Sei disso, pois ele usava colete preto, diferente dos outros, que estavam com um marrom”, afirmou. O Ministério Público Estadual (MPE), a Polícia Civil e o Conselho Tutelar local já estão acompanhando o caso e ouviram testemunhas. “Já ouvi cinco pessoas e aguardo da PM informações se os policiais são de Mucuri ou de fora. Os daqui, serão ouvidos por mim e se tiver algum que seja de outra cidade, os depoimentos acontecerão por meio de precatório”, disse o promotor Fábio Fernandes Correa.

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