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SALVADOR

Polícia conclui inquérito sobre morte de publicitário

Teófilo Henrique

Por Teófilo Henrique

16/09/2015 - 17:09 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00

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Daniel Prata
Daniel Prata -

O inquérito da Polícia Civil sobre a morte do publicitário Daniel Prata em um acidente de trânsito, em novembro de 2014, concluiu que o suspeito da morte, o advogado e professor Roberto João Starteri Sampaio Filho, cometeu homicídio doloso (assumiu o risco) e lesão corporal grave contra a médica Luciana Tavares, que acompanhava Daniel. A informação foi divulgada pelo advogado da família, Bruno Nova, nesta quinta-feira, 16.

Bruno Nova disse que as imagens de câmeras de vigilância da Avenida ACM, onde ocorreu o acidente, e da boate em que Roberto estava antes do acidente, ajudaram na conclusão do inquérito. "A perícia conclui que o que foi determinante para a morte de Daniel foi a velocidade que o Roberto João estava dirigindo. Ele estava a quase 150 km por hora", disse.

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O advogado também informou que o inquérito e o relatório policial já foram encaminhados ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). "Agora está com o MP, eles podem aceitar os crimes indicados no inquérito e criar uma ação penal contra o Roberto João, ou podem pedir novos elementos", conclui Bruno Nova.

Outro elemento apontado pelo advogado da família de Daniel é que a perícia informa que não dá para saber para quem o sinal estava aberto na hora do acidente.

Já o advogado de Roberto João, Sérgio Habbib, discorda. "O sinal estava aberto sim para o meu cliente, isso ficou claro". Habbib informou também que só vai definir qual linha de defesa vai adotar após o pronunciamento do MP. "Tenho que esperar o Ministério Público, já que há várias vertentes que podem ser adotadas", disse.

O caso

O acidente que matou o publicitário Daniel Prata aconteceu no dia 8 de novembro de 2014. O carro do advogado e professor, Roberto João Starteri Sampaio Filho, colidiu na lateral do veículo de Daniel na Av. ACM, no Itaigara.

Na ocasião Roberto Filho foi autuado em flagrante por policiais da 35ª Companhia Independente da Polícia Militlar (CIPM) e encaminhado para a Polinter. A polícia também informou que Roberto já havia causado um acidente por dirigir embriagado no município de Palmeiras, a 446 km de Salvador.

Roberto Starteri Filho reuniu a imprensa no dia 12 de novembro no escritório do seu advogado para uma entrevista coletiva e falou do que se lembrava. "Eu vinha trafegando na avenida ACM, na via principal, e Daniel na perpendicular". Starteri falou que deu sinal de luz numa tentativa de alertar Daniel, mas não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão.

Médica

Segundo o advogado Bruno Nova, a médica Luciana Tavares ficou com sequelas locomotoras e cognitivas após o acidente e ainda faz tratamento para se recuperar.

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