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Polícia identifica suspeito de incêndio em ônibus

Euzeni Daltro
Por Euzeni Daltro
| Atualizada em
O policiamento foi reforçado na região do complexo
O policiamento foi reforçado na região do complexo - Foto: Euzeni Daltro l Ag. A TARDE

Marcelo Henrique Menezes dos Santos, o Elias ou Pinto, é o principal suspeito de ter ordenado a queima de ônibus no Vale das Pedrinhas e em Amaralina no último sábado. A informação foi passada pelo major Amilton Júnior, comandante da 40ª CIPM (Nordeste de Amaralina).

O comandante afirmou que Marcelo é o segundo na hierarquia do grupo que controla o tráfico de drogas no complexo do Nordeste de Amaralina e ordenou o incêndio em resposta a uma série de ações promovidas pelas polícias Civil e Militar e pelo Ministério Público (MP-BA), na semana passada. Apenas a facção Comando da Paz (CP) atua na região.

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Liderança

As ações policiais resultaram na morte de quatro integrantes do tráfico. Mais dois traficantes do CP foram transferidos de unidade prisional na operação A La Carte, deflagrada pelo MP na sexta-feira, 6.

O policiamento foi reforçado após os atos de vandalismo, mas não impediu que Demilson Maciel Menezes, de 48 anos, fosse assassinado a tiros na madrugada desta segunda, 9, próximo ao final de linha do Vale das Pedrinhas. “Segundo a família, ele era usuário de drogas, sofria de problemas mentais e costumava perambular pelo bairro durante a madrugada”, afirmou o major.

A 40ª CIPM recebeu informações de que Demilson foi morto porque mexia com mulheres. Moradores comentavam que o assassinato foi motivado porque ele falava sobre o tráfico.

Desde a noite de sábado até o início da noite de ontem, os ônibus permaneciam sem entrar no Vale das Pedrinhas, Santa Cruz e Nordeste de Amaralina. “Iríamos voltar hoje. Mas nos deparamos com um cadáver com o rosto cravado de balas e achamos mais seguro não voltar”, afirmou Daniel Mota, diretor de imprensa do Sindicato dos Rodoviários. A expectativa é que o serviço seja normalizado nesta terça, 10.

Para garantir a “segurança”, há dois meses, comerciante da Santa Cruz pagam mensalidade aos traficantes. “Eu pago R$ 100. Dizem que é para a gente ter segurança. Isso não existe. O movimento não está bom, imagine para quem paga R$ 400, R$ 500 e R$ 600”, afirmou um comerciante, sob anonimato. Mas eles [traficantes] não ameaçam com arma. Aqui não tem assalto”, disse outro comerciante.

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