SALVADOR
Policiais civis param Complexo dos Barris por 24 horas

Por Paula Pitta

Os policiais civis realizam uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira, 7, no Complexo Policial dos Barris, onde ficam a 1ª Delegacia, a Delegacia de Repressão a Tóxicos e Entorpecentes (DTE) e a Polinter. A categoria reclama de superlotação de presos na carceragem e das condições de trabalho no local.
No início do mês de junho, a justiça determinou a interdição da custódia da 1ª Delegacia, que faz parte do Complexo, e transferência em 30 dias dos detentos, mas ainda há internos custodiados no local. De acordo com secretário do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sinpoc), Bernardino Gayoso, 170 presos estão abrigados na 1ª Delegacia e 86 na DTE.
"As unidades não têm capacidade para abrigar esses presos. A custódia das delegacias era para ser transitória, mas o Complexo está superlotado com detentos que deveriam estar na penitenciária. A gente não consegue mais controlar a situação na carceragem. É necessário transferir os presos para um presídio, se não tiver, que faça um", critica Gayoso.
A assessoria da Polícia Civil diz que 30 presos foram transferidos da 1ª Delegacia nesta terça, 6, e que há um cronograma para retirar os demais internos. O prazo para que isso aconteça não foi divulgado.
Durante a paralisação, os flagrantes que seriam registrados no Complexo Policial dos Barris serão levados para a 6ª Delegacia, em Brotas. Já a população pode registrar ocorrências, que seriam da área do Complexo, na 14ª Delegacia, na Barra. O plantão central na sede da Polícia Civil, na Piedade, também está funcionando nesta quarta.
Por conta do movimento, as visitas aos presos que aconteceriam nesta quarta estão suspensas, o que surpreendeu os familiares dos detentos.
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