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Povo de santo pede paz durante caminhada em Salvador

Da Redação, com informações de Shirley Stolze e Catarina Lopes
Por Da Redação, com informações de Shirley Stolze e Catarina Lopes
| Atualizada em
Tradicional ato no Engenho Velho da Federação ocorre há 14 anos
Tradicional ato no Engenho Velho da Federação ocorre há 14 anos - Foto: Shirley Stolze | Ag. A TARDE

Representantes de 20 terreiros de candomblé situados no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador, realizaram na tarde desta quinta-feira, 15, a 14ª caminhada em protesto à intolerância religiosa, pelo fim da violência e a favor da paz.

O evento deste ano, que teve como tema "A Justiça dos Caboclos, Orixás, Voduns e Nkisis já foi feita - Continuaremos cultuando a nossa ancestralidade”, contou com cerca de 2,5 mil participantes, de acordo com a assessoria da caminhada.

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A concentração aconteceu no monumento em homenagem a sacerdotisa Mãe Ruinhó, que fica no final de linha do bairro. Vestidos de branco, o grupo saiu em caminhada, por volta das 15h, pela avenida Cardeal da Silva e retornou para o Engenho Velho da Federação

Durante o trajeto, os participantes soltaram pombos, jogaram milho branco e fizeram saudações com fogos.

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Intolerância

A caminhada teve início em 2004, quando, segundo os organizadores, terreiros do bairro começaram a ser alvo de ataques movidos por igrejas neopentecostais.

Desde então, os representantes da diversidade que caracteriza as religiões afro-brasileiras tomam as ruas do bairro e de áreas próximas para ratificar o direito à liberdade de culto que é assegurado pela constituição brasileira.

O direito à liberdade de culto é assegurado pela Constituição Brasileira. O Brasil registrou denúncias, de janeiro de 2015 ao primeiro semestre de 2017, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos (MDH).

As religiões de origem africanas são o maior alvo, sendo responsáveis por cerca de 39% das denúncias no ano passado.

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