Busca interna do iBahia
HOME > bahia > SALVADOR

PATERNIDADE

Primeiro pai solo da Bahia vence batalha judicial

Para Diego, o Cremeb negou o pedido baseado em hipóteses, decidindo sobre o corpo e vontade de uma mulher

Da Redação
Por Da Redação
Solteiro, ele só tinha duas opções para realizar o sonho da paternidade, que era adotar ou fazer uma técnica de reprodução assistida com um útero cedente
Solteiro, ele só tinha duas opções para realizar o sonho da paternidade, que era adotar ou fazer uma técnica de reprodução assistida com um útero cedente - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Após batalha judicial, o advogado e professor de Direito, Diego Massena, conseguiu se tornar pai. Solteiro, ele só tinha duas opções para realizar o sonho da paternidade, que era adotar ou fazer uma técnica de reprodução assistida com um útero cedente. Em fevereiro de 2021, ele procurou a médica especialista em reprodução assistida, Amanda Cútalo, para iniciar o tratamento e se tornar pai solo.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que a mulher que cede o útero não pode ser a doadora dos óvulos ao mesmo tempo. A prima de Diego concordou em entrar na jornada. Contudo, o CFM, através de uma resolução, recomendou que a mulher que cedesse o útero já fosse mãe de ao menos um filho vivo, o que não era o caso da prima do advogado.

Tudo sobre Salvador em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Como as resoluções do CFM são apenas recomendações, Diego advogou em causa própria e entrou com um pedido para realizar o procedimento junto ao Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb), que negou o pedido e informou que a decisão da diretoria não precisava ser justificada.

Assim, foi iniciada uma batalha na Justiça, pois a doação do óvulo tinha um prazo. Ele ingressou com uma ação para autorizar o procedimento, com parecer do Ministério Público. Após decisão judicial, o Cremeb alegou que o pedido foi negado pois a gestora afirmou não ter interesse na maternagem, mas em outro momento ela poderia mudar de opinião. Também alegou que uma gravidez tem riscos, como a perda do útero. Para Diego, o Cremeb negou o pedido baseado em hipóteses, decidindo sobre o corpo e vontade de uma mulher livre, em um processo acompanhado de relatórios médicos, psicológicos e psiquiátricos.

Após meses de espera e quase perder o início do tratamento, ele conseguiu sentença favorável ao seu procedimento. Com o documento assinado pela juíza, ele garantiu os direitos de iniciar a fertilização in vitro, garantir que os bebês fossem registrados somente em seu nome e entrar com o pedido de licença maternidade por equiparação de seis meses.

Após a batalha na Justiça, foi realizada a fertilização in vitro, com óvulo cedido por mulheres que passaram pelo mesmo tratamento e os colocaram à disposição para que outras pessoas, como Diego, realizassem o sonho de constituir uma família.

A fertilização dos óvulos foi feita com o próprio sêmen do pai solo para gerar o embrião possibilitando que, biologicamente, as filhas tenham 50% do seu DNA. Com os embriões prontos, eles foram transferidos para o útero da prima. No dia 29 de setembro, o sonho se tornou realidade, quando nasceram as duas meninas gêmeas, em uma maternidade, no bairro da Federação.

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Diego Massena (@diegomassena)

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

batalha judicial gêmeas pai solo

Relacionadas

Mais lidas