SALVADOR
Ratos e bandidos assustam freqüentadores do Dique do Tororó
Dois tipos de ratos têm preocupado os freqüentadores do Dique do Tororó. O animal propriamente dito, que encontrou no local um abrigo, e os ratos de objetos de valores, os ladrões que tiram o sossego de moradores, comerciantes e freqüentadores da área.
Sobre os animais, a reclamação é gereralizada. A população que mora no entorno do dique diz que eles aparecem com freqüência nas residências e no espaço público. “Tem muito rato, aparecem até nos parques infantis. É comum vê-los nas pistas de cooper e têm uns quatros anos que não vejo colocarem remédio”, diz Enoque Araújo, morador da redondeza.
A presença de ratos no local é confirmada pela chefe do controle de roedores do Centro de Controle de Zoonozes (CCZ), Helena Carvalho. “Não temos recebido reclamações nos últimos tempos, mas nas inspeções encontramos ratos e há risco real no local. Lá, eles encontram abrigo, comida e água”, explica.
Helena aponta os restos de alimentos deixados pela população que freqüenta o lugar e a comida das aves que habitam o dique como atrativos para os ratos. “Eles não se alimentam de lixo, e sim de restos de lanches no chão ou jogados para os peixes e dos cereais que dão para os animais do local. Para evitar isso, é necessária educação da população e cuidado dos administradores do parque”, diz.
Ela informa ainda que o local recebe periodicamente aplicação de raticida, mas que esta não é a única solução para o problema. “Sempre que fazemos inspeção, solicitamos algumas ações como vedar as tocas, o que não acontece, além de capinar e limpar a área com freqüência. Essas são maneiras de prevenir o rato no local, já que o uso do raticida tem que ser controlado para não contaminar os animais e usuários”, diz.
A Conder, responsável pela manutenção do Dique do Tororó, informou, através da assessoria, que a vedação de tocas é feita periodicamente, além da capinação do local.
Apesar da preocupação da população com os ratos, Helena explica que o estágio atual ainda não é de infestação, mas que isso pode acontecer, se não houver controle. A principal doença causada pelos ratos é a leptospirose, transmitida pela urina do animal. Este ano foram registrados, até o dia 23 de junho, 58 casos de leptospirose em Salvador, nenhum no Dique do Tororó.
Insegurança - Além dos ratos, a insegurança afasta os freqüentadores do Dique, como reclama o vendedor ambulante José João Pereira, que viu cair seu lucro com a venda de picolé. “É muito comum roubo aqui, principalmente de celular. Isso tem afastado as pessoas”, diz.
Os seguranças que trabalham no local confirmam a ação de bandidos nos arredores da lagoa. “Quando o policial está em um ponto, eles agem no outro. A gente dá conselho para as pessoas não irem para pontos desertos ou expor objetos de valores, mas não adianta”, diz o segurança Oscar Prazeres. Ele e mais quatro colegas, por turno, fazem a proteção do patrimônio do local.
A segurança da população é responsabilidade da Polícia Militar. De acordo com o Capitão Sérgio Paiva, da 2º CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar), 40 homens, sendo 20 do comando de policiamento da capital, fazem a ronda no local em três turnos.
Paiva defende a ação da PM no local. “O policiamento no Dique é eficaz. Consideramos baixos os índices de furtos. Quando existem, são de objetos de pequeno valor. Normalmente, conseguimos recuperá-los e prender os bandidos”, argumenta.
De acordo com ele, em maio deste ano foram registrados somente cinco assaltos, todos eles casos de roubo de celulares ou máquinas fotográficas que foram recuperados. Paiva diz ainda que, além dos agentes fardados, policiais a paisana fazem o policiamento do local.
Para evitar roubos, o policial aconselha os freqüentadores do Dique a evitar expor objetos de valor, como celulares, carteira, máquinas fotográficas e correntes de ouro. Ele também sugere ter atenção redobrada a partir de 20 horas, quando o local fica mais perigoso.
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