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Religião

Publicado terça-feira, 14 de fevereiro de 2006 às 00:00 h | Atualizado em 14/02/2006, 00:00 | Autor: JORNAL A TARDE
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A revista dos muçulmanos



Pereira de Sousa




É horrível a situação um todos os países do Oriente Médio, Afeganistão, Paquistão, Indonésia e nos lugares em que muçulmanos são em grande número, como Beirute. Em todas as manifestações houve mortes infelizmente. A Dinamarca já pediu desculpas aos árabes, mas reiterou que um país democrático não pode impor censura a qualquer manifestação cultural. Li muitas opiniões a respeito do rumoroso caso. Não sei direito e temo emitir opinião minha em tamanho escolho em que estamos todos caídos. Liberdade religiosa, liberdade de opinião, liberdade para tudo, até para o mal.



Uma articulista da Folha de S. Paulo, 10/2/2006, p. A 10. Irshad Manji, escreveu comentário com o título sugestivo: “Acalmem-se, colegas muçulmanos”. No meio do comentário, vem esta afirmação, posta em destaque pelo jornal: “Os muçulmanos têm pouca integridade quando exigem respeito por nossa religião sem demonstrar respeito pelas outras”. Realmente, não dá para compreender o barril de pólvora que se incendiou e tantas mortes inocentes causou.



E foi por todo o mundo conhecido e ameaças de bomba chegaram aos jornais europeus. Só porque um chargista colocou o mensageiro do Islã com um turbante transformado em bomba-relógio. Foi pena o chargista não colocar um prócere moderno com turbante e a bomba agarrada ao corpo. Não haveria ofensa nenhuma, mas o retrato de homens suicidas que todos os dias se espatifam contra comboios de soldados no Iraque e contra Israel na faixa de Gaza, e até na capital do Estado de Israel, Tel-Aviv.



Um cidadão trouxe no Painel do Leitor da mesma Folha este resumo: Racismo discriminação? Não pode. Discriminação étnica? Não pode. Discriminar homossexuais? Não pode. Maltratar o velho profeta Maomé? Pode. São dois pesos e duas medidas. É muito difícil distinguir numa charge além de chiste lúdico, ofensa premeditada ou ataque a qualquer crença.



Desde que o aiatolá Komeini condenou à morte o anglo-indiano, Rusdie pelos seus “Versos Satânicos” fiquei aterrorizado porque tal decreto de condenação à morte era premiado com milhares de dólares, fosse a morte incutida em qualquer parte do mundo. Nosso governo teve de publicar declaração que se prenderia o que praticasse tal atentado à vida em nosso território. Não passaria impune o executor da sentença de Komeini. Rusdie foi para a Inglaterra e ficou vários anos escondido sob a guarda da Scotland Yard até que Komeini desapareceu.



Onde Irshad me encheu de consolação foi nesta observação que nem todos perceberam. A observação está na seguinte frase: “Na índia e na Indonésia, vêm invadindo as ruas para queimar bandeiras da Dinamarca que incluem a cruz, um dos mais sagrados símbolos do cristianismo”. Não preciso de ir mais adiante. Só desejo perguntar, quando Dan Brown publicou as piores diatribes contra Jesus, alguns de nós saímos às ruas. É... Jesus está esquecido pelos que nos dizemos cristãos.



O mesmo aconteceu com o Saramago. Denegriu Jesus quanto pôde e ganhou o prêmio Nobel de Literatura. Não amamos Jesus quanto ele merece. Perdoai-nos Jesus.




Fomos chamados para a liberdade!



Fernando Pires




Se alguém aparecesse hoje na igreja evangélica, exigindo a prática da circuncisão, como ritual essencial para o batismo? Ele não seria bem recebido. A maior parte dos cristãos sabe que Cristo morreu para nos libertar dos regulamentos da Antiga Aliança, mediada por Moisés. Este problema foi resolvido, de uma vez por todas, em Atos 15, quando nós não-judeus fomos liberados da necessidade da circuncisão (ato de tornar judeu através da circuncisão), para entrarmos no Reino de Cristo.



Conforme Paulo disse, em Gálatas 5:4, insistir em cumprir qualquer parte da lei de Moisés significa, nesta época cristã, cair da graça divina. Vivendo sob a Nova Aliança, temos de permanecer como Paulo ensinou, o qual condenou aqueles que tentaram impor restrições de outra época. E isso faz sentido! A liberdade que gozamos em Cristo é preciosa e tem de ser defendida, a todo custo. Não há lugar, na Nova Aliança, para legalismo.



Jesus condenou esta mentalidade, quando disse aos fariseus: “Ai de vós, guias cegos! Que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou. Insensatos e cegos! Pois, qual é maior: o ouro, ou o santuário que santifica o ouro?” (Mat. 23:16-17).  Encontramos outros casos semelhantes, mas estes servem para mostrar a mentalidade legalista.



A lei é a lei e não importam as necessidades humanas. Os adeptos devem ser moralmente controlados. Se a Palavra de Deus não é suficientemente explícita, elaboraremos nosso próprio corpo de leis canônicas, pois os crentes não podem manter um alto nível de moralidade, sem seguir uma rígida tabela de restrições morais. Esta é uma das faces da liberdade cristã.  Como sacerdotes de Cristo, temos liberdade individual para discernir e escolher (I Pe. 2:9).



Portanto, ninguém tem o direito de impor novas restrições e nos escravizar (Gl. 5:13 a). Mas a liberdade cristã tem duas faces, não apenas uma. Fomos libertos da escravidão do pecado (Gl. 5:13-24). Liberdade é uma palavra ampla – tão ampla que Satanás quer fragmentá-la.



Ele prefere que fiquemos ou do lado legalista, restringindo a nossa liberdade cristã, ou do lado liberalista, concentrando nossos pensamentos em uma liberdade sem restrições. É fácil para o inimigo nos derrotar, destruindo nosso júbilo em Cristo com proibições pesadas ou, por outro lado, minando nossa felicidade, oferecendo-nos “ocasiões à carne”, através de um excesso de liberdade: “Nenhuma lei, nenhuma regra, nenhuma mandamento... Deve satisfazer os nossos desejos...” Veja Gálatas 5:13. Ilustremos este princípio.



Para capturarem-se macacos, basta fazer um buraco em um coco vazio (cumbuca), enchendo-o de amendoins ou outras “guloseimas” e pendurá-lo em uma corda. Esta armadilha atrai os macacos curiosos, que põe a mão na cumbuca e pega um punhado de amendoins. Mas, com a mão cheia, o macaco não pode retirá-la. Ele não quer perder o amendoim. Por isso, sacode a mão e grita, mas isso de nada adianta.



Ele tem a liberdade de pegar ou largar os amendoins, mas por causa da sua cobiça, perde a sua liberdade, tornando-se prisioneiro. Ao aplicar este princípio, Satanás nos diz: – Vocês estão livres da lei; libertos para pegar todos os meus “amendoins”.



E, de fato, estamos, porque Deus nos deu a liberdade de escolha. Mas, ao mesmo tempo, enquanto nossas mãos estão cheias de doutrinas de Satanás e dos homens, Jesus nos deixa claro o que os homens estavam fazendo. Quando diz em Mateus 15:7-9: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.



E em vão me adoram ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”. Ensinamentos tais como lenço ungido, sal ungido, água ungida, rosa ungida, ossos secos, troca de anjos, etc. Sobre os anjos, o Senhor afirma: são eles espíritos ministradores enviados para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvação. (Heb. 1:14) “Ele acampa ao redor dos que temem ao Senhor, e os livra” (Sal. 34:7).



Em nome de Jesus, seja liberto destes falsos ensinamentos. João 8:32, 36, Jesus nos adverte: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Se não te sentes liberto é porque não te ensinaram o Evangelho do Reino. Termino com as palavras de Paulo, ao ver os Gálatas saírem do ensinamento de Jesus, os exorta: “Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que vos chamou pela graça, para seguirem outro evangelho”.



O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o Evangelho de Cristo. Mas ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que pregamos que seja amaldiçoado! Busco agora a provação dos homens ou a de Deus?... Se eu procurar agradar a homens, não seria servo de Cristo (Cl. 1:6-10.NVI). Foi para a liberdade que Cristo nos livrou da escravidão.



Portanto, devemos agir como autênticos cristãos; por um lado, libertados e, por outro, escravos voluntários de Cristo (1 Cor.7.22-23). Contudo, não devemos seguir os preceitos de homens, nem a libertinagem moral, em nome da liberdade (Cl. 2:21).

Pense nisso!



Fernando Pires – E-mail: [email protected]

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