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SALVADOR

Roubo e furto de veículos aumentam 25,5%

Anderson Sotero

Por Anderson Sotero

26/01/2015 - 8:00 h | Atualizada em 26/01/2015 - 8:43
Genário Oliveira
Genário Oliveira -

O corretor de imóvel Genário Oliveira, 51 anos, retornava do trabalho para casa, há 15 dias, quando dois homens em uma motocicleta apontaram uma arma e mandaram que ele saísse do carro.

"Foi na porta da garagem, por volta das 18h30. Eu me senti um nada diante daquilo. A gente hoje não tem mais segurança. Os bandidos é que tomaram conta", lamenta.

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Casos como o do corretor de imóveis aumentaram 25,5% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Nos nove primeiros meses de 2014, foram registrados 1.749 furtos e roubos de veículos. No mesmo período de 2013, foram 1.393, de acordo com dados disponibilizados no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).

As cidades que tiveram mais ocorrências no ano passado foram Lauro de Freitas (513), Camaçari (485) e Simões Filho (266).

Em Salvador, o acréscimo foi de 6,3%. De janeiro a setembro de 2014, foram 6.021 registros contra 5.663 do mesmo período de 2013. No ano passado, a média foi de 669 automóveis roubados ou furtados por mês na capital baiana, o que equivale a 22,3 carros por dia.

No entanto, a comparação só foi feita de janeiro a setembro porque, até o fechamento desta edição, a SSP-BA ainda não havia disponibilizado no site os dados de outubro a dezembro do ano passado.

"Sortudo"

Oliveira, que mora no Imbuí, sentiu-se um sortudo por não estar com mulher e filhos quando foi abordado. O veículo, um Fox, foi localizado na semana passada.

"Dois adolescentes estavam usando-o para praticar assaltos no Horto Florestal. Roubaram meu carro para usar como 'instrumento de trabalho'. Na fuga, eles ainda bateram o automóvel. Ainda não sei de quanto será meu prejuízo", preocupa-se.

O titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), Marcos César da Silva, diz que o aumento das ocorrências teve influência da greve da Polícia Militar em abril de 2014 e de aumento da frota na capital: "Acompanhamos as manchas criminais diariamente. A demanda é grande. Temos estudado e vamos intensificar o policiamento ostensivo".

Em 2014, as áreas integradas de segurança pública (Aisp) que mais tiveram ocorrências foram Brotas (Boa Vista, Engenho Velho, Acupe e Candeal); Itapuã (Nova Esperança, Cassange, Itinga, Jardim das Margaridas, São Cristóvão e Mussurunga); Tancredo Neves (Mata Escura, Arenoso, Pernambués, Saramandaia).

As Aisps do Nordeste (Santa Cruz, Chapada do Rio Vermelho, Vale das Pedrinhas e Amaralina) e Barra (Graça e Vitória) foram as que registraram menos casos.

Segundo o delegado, a análise policial é feita por bairro, mas essa modalidade criminosa costuma variar de local. "Os bairros que atualmente têm preocupado mais são Pituba, Cajazeira IV e Cidade Nova. Estes dois últimos chamam a atenção porque não eram frequentes", ressalta.

Marcos César da Silva frisa que a migração ocorre devido ao combate diário: "Os criminosos observam onde há policiamento e migram para onde é menor. A polícia não é onipresente. Não há como estar em todo lugar ao mesmo tempo".

Há, ainda, a mudança de modalidade. "O pessoal do tráfico (de drogas) migra para o roubo de veículos porque é um dinheiro rápido para se capitalizar e voltar para o tráfico", explica o delegado.

Vulnerabilidade

O autônomo Jeferson Gomes, 27 anos, conta que, nos últimos três anos, teve quatro veículos roubados no bairro Sete Portas. O mais recente ocorreu na semana passada. "Fazemos entrega de hortaliças. Paramos para descarregar. Dois jovens a pé mandaram sair do carro. Um deles fez menção de pegar uma arma", relembra.

Os três carros anteriores não foram localizados. "Ficamos nervosos. A gente se sente vulnerável. Pensa até em reagir, mas a vida é prioridade. Acho que falta policiamento", diz.

A comerciante Valmirene Figueredo, 45, foi vítima no último dia 11, nos Dois Leões. "Foi no posto de combustíveis. Geralmente, eu fico atenta, mas reconheci meu vizinho na outra bomba. Foi nesse momento que o rapaz abriu a porta e apontou a arma para mim", relembra.

Ela estava acompanhada da mãe, do filho e de uma sobrinha. Ao sair atordoada do carro, não percebeu que a chave estava na mão dela.

"Abaixei para pegar meu filho no fundo do carro e recebi uma porrada na cabeça. Um assaltante disse 'a chave'. A gente sente muita revolta. É uma sensação de impunidade muito grande. Os assaltantes transitam livremente, e a gente vive presa, com medo".

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