SALVADOR
Sai a lista de entidades aptas ao Ouro Negro

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) divulgou, ontem, a relação das entidades que estão habilitadas a participar do projeto Carnaval Ouro Negro este ano. Ao todo, serão 91 agremiações, distribuídas entre afro, afoxé, índio, samba e reggae. O investimento em recursos foi superior a R$ 5 milhões.
Entre as entidades afros estão blocos conhecidos, como Afro Bankoma, Didá, Ibeji, Malê Debalê e Muzenza. Nomes como Filhos e Filhas de Gandhy, Alerta Geral, Bloco da Saudade, Levada do Jegue, Apaches do Tororó e Comanches do Pelô também integram a lista de habilitados.
Para participar do processo de credenciamento do Ouro Negro, as entidades precisaram adequar-se ao edital, bem como entregar e regularizar os documentos. No total, foram 121 inscrições recebidas. No entanto, somente as 91 apresentaram a documentação completa exigida no edital.
De acordo com informações da Secult, a previsão de fechamento do processo, que vai determinar quais grupos participarão, de fato, do Carnaval Ouro Negro, é a partir do dia 16. O prazo é necessário para a apresentação das assinaturas do termo de ajuste de condutas.
Requalificação
Lançado em 2008, o projeto Ouro Negro é coordenado pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), da Secult. O objetivo da pasta é requalificar os desfiles dos blocos, a fim de preservar a tradição afro, bem como estimular a valorização no Carnaval. Para isso, serão fomentados desfiles com alas e roupas tradicionais das agremiações.
O CCPI é responsável pela promoção e execução das políticas públicas de reconhecimento e fortificação das manifestações de identidade popular. O incentivo e orientação segue os moldes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e do Ministério da Cultura.
O meio de atuação contempla desde as culturas de matrizes africanas, indígenas e ciganas, como a cultura do sertão, a comunidade LGBT, crianças e idosos. Além disso, o CCPI também é responsável pela programação do projeto Pelourinho Cultural e as festas populares da região.
*Sob a supervisão do editor-coordenador Luiz Lasserre
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