Sem infectologistas para HIV/AIDS, Secretaria de Saúde planeja edital de contratação

Publicado segunda-feira, 29 de novembro de 2021 às 10:16 h | Atualizado em 29/11/2021, 10:28 | Autor: Mariana Gomes

A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS), junto à Procuradoria da capital baiana, está em busca de soluções para a falta de infectologistas na equipe dos SAEs (Serviço de Atendimento Especializado de Salvador). Na última semana, entidades de defesa dos direitos das pessoas que vivem com HIV/AIDS, HTLV  (vírus linfotrópico da célula humana) e outras infecções sexualmente transmissíveis denunciaram a falta de profissionais, que auxiliam no tratamento das doenças, no período do último ano.

Em nota ao Portal A TARDE, a SMS atribui a falta de infectologistas no serviço público à pandemia e aos salários maiores da rede privada. “Desde o início da pandemia por covid-19, houve um aumento na procura da especialidade em toda a rede de saúde, pública e privada, o que fez com que os valores para remuneração destes profissionais ficasse mais atrativo no mercado de trabalho, e consequentemente a escassez desta categoria nos serviços públicos por contratação de regime próprio”, afirma a assessoria da secretaria.

Entrevistadas na última semana, lideranças do GAPA (Grupo de Apoio A Prevenção A Aids) e da associação HTLVida informaram que tiveram dificuldades em ter retorno contínuo da SMS para resolução do cenário. A secretaria relata que esteve em reuniões com o Ministério Público para lidar com a defasagem no quadro dos profissionais nos SAEs. No momento, os pacientes com boas condições financeiras tem recorrido ao serviço privado.

Para suprir a demanda por atendimentos, a secretaria pontua que o chamamento público é a opção viável até haver outro concurso público ou REDA (Regime Especial de Direito Administrativo) para completar o quadro de médicos estatutários. “Espera-se que ainda este ano se consiga concluir este chamamento, porém a contratação está condicionada à adesão e apresentação dos médicos PJ selecionados no processo”, declarou a SMS ao A TARDE.

Cenário do HIV/AIDS e do HTLV

Em todo o mundo, segundo a UNAIDS, 26% das pessoas com HIV/AIDS não acessam o tratamento. De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil existem hoje 800 mil pessoas estão infectadas com HTLV, o qual apesar de tratamento não tem cura.  Em Salvador, o Grupo de Pares Marymar Novais, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP), a associação HTLVida, o Grupo de Apoio A Prevenção A Aids (GAPA) e o projeto Drags da Prevenção pretendem fazer um ato na próxima quarta-feira, 1.

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