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SALVADOR

TWB é a única inscrita para operar o ferry-boat

JORNAL A TARDE

Por JORNAL A TARDE

17/01/2006 - 0:00 h

Se a proposta da empresa for aprovada, ela vai ter a concessão por 25 anos



NIKAS ROCHA




Atual responsável pela administração do sistema ferry-boat, a empresa TWB foi a única a apresentar proposta na Agerba, agência de regulação e fiscalização do setor de transportes no Estado, para participar do processo de licitação que dará direito de operar a concessão do serviço por 25 anos.



A apresentação da proposta foi realizada ontem pela manhã, no auditório do órgão estadual, no Centro Administrativo da Bahia, e será analisada pela comissão especial de licitação. O edital exige um investimento mínimo no período de R$ 100,2 milhões pela concessão.



O presidente da comissão, José Ferreira Vieira, informou que ela vai se reunir e examinar a proposta técnica apresentada. Haverá uma avaliação com uma pontuação e uma nota mínima para que seja possível passar para a fase seguinte, que inclui valores e, depois, o documento de habilitação. Caso a empresa não consiga a habilitação, a comissão vai considerar deserta a licitação, decidindo por convocar outra, segundo o presidente.



Vieira explicou também que o edital estabelecia que as empresas participantes combinassem a melhor proposta técnica com a menor tarifa. Afirmou que os integrantes da comissão esperavam que não houvesse muitos concorrentes por causa do tema da concorrência, pois envolve o setor de navegação marítima. Segundo a análise, há poucas empresas no País com estrutura e capacidade técnica suficientes para uma operação do gênero.



O presidente da comissão citou, por exemplo, que há empresas que atuam no setor de travessias em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, mas que as operações delas são de perfis diferentes da travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica.



Desde a abertura da licitação, no dia 15 de dezembro, cinco editais foram formalmente vendidos pela Agerba. Para abrir o processo de licitação, a comissão permitiu a participação de consórcios de empresas, mas, apesar disso, nenhum se inscreveu.



Do total do investimento mínimo exigido no edital, no primeiro ano a previsão é que a empresa invista R$ 4 milhões, sendo que R$ 1,5 milhão para automação do sistema de cobrança e controle de arrecadação e R$ 2,5 milhões para a reforma de uma embarcação, com a instalação de dois novos motores propulsores.



Em dois anos, a empresa terá de investir outros R$ 23,1 milhões na incorporação de uma nova embarcação com capacidade para 500 passageiros e 50 veículos. Em cinco anos, será obrigada a investir na compra de outra embarcação do mesmo tipo e, ao longo do período, aplicar R$ 2 milhões em remodelagem, adaptações e melhoria da operacionalidade e segurança das embarcações, de acordo com as exigências da Capitania dos Portos.



O edital prevê que o Estado pode intervir a qualquer tempo para assegurar a prestação do serviço concedido, acrescentou o presidente da comissão de licitação.

 

EMERGÊNCIA – A TWB administra o sistema desde 14 de maio, quando foi contratada emergencialmente após a conclusão de um processo de intervenção da Agerba na Comab – Transportes Marítimos da Bahia. O contrato terminou em novembro, mas foi renovado até março.



Segundo a assessora de comunicação da TWB, Sueli Martinez, em maio o sistema operava praticamente com duas embarcações, e como os ferries têm motores antigos, foi necessário um trabalho intenso de manutenção, que consumiu muitos recursos. Ela também afirma que o principal trabalho da empresa foi conquistar credibilidade do usuário, prestando um bom serviço. “Avaliamos que ainda temos muito a melhorar.”



De acordo com Sueli, a direção da TWB considera que houve, desde o começo, muita pressão para a melhoria do serviço. No momento, ela avalia que existe mais compreensão da comunidade, esforço da empresa e vontade do governo estadual em acertar e garantir um serviço de qualidade.



A assessora lembra que, de maio até agora, foram realizados trabalhos importantes, como a docagem dos ferries Maria Bethânia e Pinheiro. O primeiro foi totalmente reformado, e o segundo, parcialmente. Além disso, foi colocado em operação um novo catamarã.

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