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Última peça de obra-prima de Siron Franco é roubada no Dique

Publicado terça-feira, 13 de agosto de 2013 às 07:48 h | Atualizado em 22/01/2021, 00:00 | Autor: Biaggio Talento
O painel no paredão foi sendo desfalcado ao longo dos anos, até retirada total das 454 peças
O painel no paredão foi sendo desfalcado ao longo dos anos, até retirada total das 454 peças -
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Inspiradas em pinturas rupestres, as 454 peças em alumínio fundido que formavam o monumental painel do goiano Siron Franco, nos Barris, não estão mais no local. A última peça foi roubada do paredão concretado situado em frente ao Dique do Tororó - manancial construído pelos  holandeses durante a ocupação de Salvador em 1624.

A obra-prima foi um presente do artista plástico, conhecido mundialmente pela sua arte, à cidade de Salvador quando ela completou 454 anos, em 2002.

Há anos, ladrões de objetos metálicos vinham arrancando as esculturas do painel, apesar de terem sido fixadas com parafusos reforçados.

Ao tomar conhecimento da limpa total do paredão, a prefeitura, por intermédio do secretário de Desenvolvimento, Turismo e Cultura, Guilherme Bellintani, prestou queixa na 1ª Delegacia de Polícia, devido à depredação do bem público e, em especial, por ser uma obra de arte que a cidade perde.

Inimaginável - Na época da instalação da obra, Siron Franco não se preocupava com a eventual ação de vândalos ou ladrões. Com ingenuidade, considerou inimaginável que alguém pudesse destruir um painel que embelezava a cidade.

Ele moldou as peças estilizadas a partir de pinturas encontradas em sítios arqueológicos de Goiás e do sudoeste da Bahia, nas margens do rio Corrente e na Serra do Ramalho. O artista realizou o trabalho num projeto de reciclagem da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb).

Imagem ilustrativa da imagem Última peça de obra-prima de Siron Franco é roubada no Dique

As peças do painel de Siron foram inauguradas em 2002 (Foto: Arestides Baptista | Ag. A TARDE)

Siron é conhecido por suas obras urbanas. Já fez mais de 150 exposições entre Brasil e países das Américas, Europa e Ásia. Entre as grandes cidades brasileiras, criou e montou seis monumentos instalados em Goiânia, Rio de janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador.

Além disso, compôs figurino e cenário para espetáculos itinerantes em eventos como a comemoração aos 500 anos de Descobrimento do Brasil.

Conforme diz, sua arte aborda os mais variados temas sociais, com o  objetivo de questionar, denunciar e levar à reflexão, mas se rende também à beleza da arte rupestre, como foi o caso do antigo painel da capital baiana.

Este ano, vândalos já causaram prejuízo de R$ 250 mil  à prefeitura somente por roubo de fios de cobre da iluminação pública.

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