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Baixa umidade do ar agrava incêndios na Serra do Mimo

Miriam Hermes I Sucursal Barreiras
Por Miriam Hermes I Sucursal Barreiras
Brigadistas lutam contra os focos de incêndio que se espalham na região da Serra do Mimo
Brigadistas lutam contra os focos de incêndio que se espalham na região da Serra do Mimo - Foto: Miriam Hermes | Agência A TARDE

Com a umidade relativa do ar em 17%, registrada nesta tarde de terça-feira, 28, em Barreiras, 858 km de Salvador, um incêndio florestal com diversos focos espalhados na Serra do Mimo, nos arredores da cidade, completou cinco dias de ocorrência e foi combatido mais uma vez por brigadistas do PrevFogo/Ibama, prepostos do subgrupamento do Corpo de Bombeiros da cidade e pessoas da comunidade.

Com registros diários de queimadas, o município já contabiliza mais de 25 grandes focos este ano, em que o período dos incêndios florestais teve início mais cedo por causa da acentuada estiagem, que em 2012 é uma das piores dos últimos 50 anos no Nordeste, com forte incidência nas regiões de caatinga e cerrado da Bahia.

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Uma das áreas atingidas pelo incêndio, que foi percebido desde a última sexta-feira, é a área de reserva do Campus IX da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), onde funcionários combateram os focos que chegaram perto das construções, para evitar que se alastrassem ainda mais, o que aumentaria os prejuízos.

Para o chefe de esquadrão do PrevFogo/Ibama de Barreiras, Giorgio Romeiro, uma das maiores dificuldades encontradas no combate aos focos dispersos na Serra do Mimo é a dificuldade de acesso aos locais de escarpa, com rochas íngremes, considerando que o vento forte deste período do ano leva os capins em chamas e espalha as labaredas pela vegetação ressequida.

Romeiro destacou ainda que pelo acelerado ritmo de trabalho, a equipe ainda não avaliou o tamanho da área atingida. Ele salientou também que neste período mais crítico outro entrave é o reduzido número de brigadistas. "Por várias vezes tivemos focos de queimada em locais diferentes, e pela urgência, tivemos que dividir a equipe, que já é pequena (com 7 brigadistas de plantão por semana)".

Biodiversidade ameaçada - De acordo com a engenheira agrônoma Edite Lopes, responsável pelo setor de Meio Ambiente da Agência 10envolvimento, embora o cerrado tenha um histórico de convivência com as queimadas "atualmente elas estão fora de controle e podem ser observadas em toda a nossa região, atingindo a fauna e flora, bem como a saúde humana por causa da fumaça".

Ela enfatizou que a dificuldade para responsabilizar as pessoas que fazem queimadas e não tomam as medidas de proteção, é uma das causas para as sucessivas ocorrências de focos de incêndio. "É preciso que se faça uma campanha de sensibilização sobre os perigos e prejuízos do fogo para a biodiversidade, para que esta prática nociva não mais se repita na região", concluiu.

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