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Baixa umidade do ar agrava incêndios na Serra do Mimo

Publicado terça-feira, 28 de agosto de 2012 às 19:38 h | Atualizado em 28/08/2012, 19:40 | Autor: Miriam Hermes I Sucursal Barreiras
Barreiras - Incêndio na Serra do Mimo
Barreiras - Incêndio na Serra do Mimo -
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Com a umidade relativa do ar em 17%, registrada nesta tarde de terça-feira, 28, em Barreiras, 858 km de Salvador, um incêndio florestal com diversos focos espalhados na Serra do Mimo, nos arredores da cidade, completou cinco dias de ocorrência e foi combatido mais uma vez por brigadistas do PrevFogo/Ibama, prepostos do subgrupamento do Corpo de Bombeiros da cidade e pessoas da comunidade.

Com registros diários de queimadas, o município já contabiliza mais de 25 grandes focos este ano, em que o período dos incêndios florestais teve início mais cedo por causa da acentuada estiagem, que em 2012 é uma das piores dos últimos 50 anos no Nordeste, com forte incidência nas regiões de caatinga e cerrado da Bahia.

Uma das áreas atingidas pelo incêndio, que foi percebido desde a última sexta-feira, é a área de reserva do Campus IX da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), onde  funcionários combateram os focos que chegaram perto das construções, para evitar que se alastrassem ainda mais, o que aumentaria os prejuízos.

Para o chefe de esquadrão do PrevFogo/Ibama de Barreiras, Giorgio Romeiro, uma das maiores dificuldades encontradas no combate aos focos dispersos na Serra do Mimo é a dificuldade de acesso aos locais de escarpa, com rochas íngremes, considerando que o vento forte deste período do ano leva os capins em chamas e espalha as labaredas pela vegetação ressequida.

Romeiro destacou ainda que pelo acelerado ritmo de trabalho, a equipe ainda não avaliou o tamanho da área atingida. Ele salientou também que neste período mais crítico outro entrave é o reduzido número de brigadistas. "Por várias vezes tivemos focos de queimada em locais diferentes, e pela urgência, tivemos que dividir a equipe, que já é pequena (com 7 brigadistas de plantão por semana)".

Biodiversidade ameaçada - De acordo com a engenheira agrônoma Edite Lopes, responsável pelo setor de Meio Ambiente da Agência 10envolvimento, embora o cerrado tenha um histórico de convivência com as queimadas "atualmente elas estão fora de controle e podem ser observadas em toda a nossa região, atingindo a fauna e flora, bem como a saúde humana por causa da fumaça".

Ela enfatizou que a dificuldade para responsabilizar as pessoas que fazem queimadas e não tomam as medidas de proteção, é uma das causas para as sucessivas ocorrências de focos de incêndio. "É preciso que se faça uma campanha de sensibilização sobre os perigos e prejuízos do fogo para a biodiversidade, para que esta prática nociva não mais se repita na região", concluiu.

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