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Caravana quer prevenir a violência contra mulheres

Franco Adailton

Por Franco Adailton

30/08/2016 - 22:47 h

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Olívia Santana
Olívia Santana -

A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) lança nesta quarta-feira, 31, em Camaçari (Grande Salvador), a Caravana Cravos e Rosas na Paz, cujo objetivo é promover ações para prevenir a violência de gênero em 16 municípios da Bahia.

O estado nordestino ocupa a 14ª posição no ranking nacional de mortes de mulheres, com uma taxa de 4,4 assassinatos por cada grupo de 100 mil, segundo os dados levantados pelo Mapa da Violência 2015 - Homicídios de Mulheres no Brasil.

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O anúncio da campanha foi feito na manhã desta terça, 30, pela secretária Olívia Santana, na sede da SPM, com a representante da Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, Nadine Gasman, e a gerente do Instituto Avon, Daniela Grelin.

Entre as ações previstas estão oficinas de capacitação, serviços voltados ao enfrentamento da violência contra mulheres, assistência às vítimas, conscientização da população, intervenções artísticas e culturais.

A iniciativa ainda servirá como mobilização para a assinatura do Pacto Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, além da criação do Comitê Municipal de Homens pelo fim da Violência contra a Mulher.

Selecionadas

As cidades escolhidas para receber a caravana são aquelas com maiores índices de violência de gênero, com base no Mapa da Violência 2015. Segundo a secretária, mais do que promover ações de enfrentamento, a ideia é chamar os homens para fazerem parte da campanha.

Entre os municípios que serão visitados estão: Alagoinhas, Cachoeira, Camaçari, Eunápolis, Feira de Santana, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Fritas, Mata de São João, Porto Seguro, Presidente Tancredo Neves, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

"A caravana busca falar à população em uma linguagem que ela capte e possa se engajar na mobilização", descreveu Olívia. "Não podemos atuar apenas na perspectiva da punição a quem comete a violência, mas agir preventivamente", disse.

O objetivo, diz ela, é estabelecer um diálogo permanente com a sociedade, com a participação masculina sobretudo: "Temos um trabalho de fortalecimento da mulher em todos os sentidos, mas também com foco na mudança de mentalidade do homem".

Para Nadine Gasman, da ONU, o feminicídio é a violência máxima, mas o assédio e a violência doméstica também são preocupantes. "É importante refletir sobre formas de mudar as relações entre gêneros. Se os homens são parte do problema, têm que ser parte da solução", avaliou.

Gerente do Instituto Avon - que patrocinará R$ 250 mil para a caravana -, Daniela Grelin diz que a parceria com o governo surgiu de um diálogo. "Esse é um projeto que aborda a conscientização, mobilização dos agentes públicos e da sociedade, mais o apoio à política pública", pontuou.

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