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Cerca de 30 mil trabalhadores do turismo na Bahia devem ter jornada reduzida, estima ABIH

Publicado sexta-feira, 30 de abril de 2021 às 09:36 h | Atualizado em 30/04/2021, 09:38 | Autor: Da Redação
Capital baiana foi o destino mais vendido nacionalmente em 2020 | Foto: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE
Capital baiana foi o destino mais vendido nacionalmente em 2020 | Foto: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE -
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Aproximadamente 30 mil trabalhadores do turismo em toda a Bahia devem ser inseridos no Programa Emergencial de Manutenção do Emprego (BEm), que permite a empresas a realização de acordos para redução de jornada e salário de funcionários ou a suspensão dos contratos de trabalho. A estimativa é de Luciano Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – seção Bahia (ABIH-BA).

Para Lopes, a medida assinada na terça-feira, 27, pelo presidente Jair Bolsonaro, é essencial para a manutenção dos empregos. "O setor hoteleiro ele está passando por uma situação muito difícil, com taxas de ocupações muito reduzidas, o que inviabilizava a manutenção de seus funcionários. Com esse programa a gente consegue uma flexibilização e manter esses empregos na Bahia de forma geral", disse nesta sexta-feira, 30, em entrevista ao Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM.

A ocupação hoteleira em Salvador foi de 42,51% em fevereiro, mês do tradicional período de alta ocupação em virtude do verão e das festas do Carnaval. No mesmo período do ano passado, o resultado de 2021 foi bem inferior. Em 2020, a ocupação média dos hotéis em Salvador foi de 70,59%.

Segundo Luciano, o BEm é suficiente apenas para a questão trabalhista. "Há outras demandas que estamos fazendo ainda, tanto no governo federal quanto estadual e municipal, como em relação a impostos e crédito para o setor", explica.

"Pode ser se seja suficiente, mas se a gente não tiver uma redução na taxa de contaminação e um aumento no fluxo de turistas, talvez seja nescessário uma prorrogação, assim como foi feito em 2020", continua.

Salvador em alta

De acordo com a divulgação do anuário da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA), a capital baiana foi o destino mais vendido nacionalmente em 2020, seguido de Maceió e Natal (2º) e Rio de Janeiro e São Paulo (3º).

O presidente da ABIH conta que a situação de Salvador é um pouco melhor que a de outras capitais. "Tá todo mundo em um cenário difícil, mas dentro desse cenário, Salvador conseguiu se sobressair em relação às outras cidades", analisa.

Apesar disso, para Luciano, as meididas restritivas dificultam a recuperação do setor. "No entanto, com bares e restaurantes com horário reduzido, praias fechadas, restrições de parques, cinemas, o fluxo de turistas diminui significativamente", completa.

Somente o Nordeste recebeu cerca de 2 milhões de turistas via operadoras da Braztoa, representando 70% das vendas nacionais.

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