BAHIA
Cinema no rio leva sétima arte à população ribeirinha do São Francisco
A caravana do cinema brasileiro chega ao município de Belém do São Francisco, sertão pernambucano numa seqüência das viagens pelo interior do Brasil que estão à margem do Rio São Francisco. Esta é a fase de conclusão da quarta edição iniciada no ano passado, que realizou sessões de cinema gratuitas em Minas Gerais e agora pega a estrada para cumprir o roteiro em outros quatro estados do país cortados pelo Velho Chico. A partir deste sábado, 15, até o dia 25 de março, o Cinema no Rio vai visitar 10 cidades nos estados da Bahia, Sergipe, Recife e Alagoas.
No percurso estão as comunidades de Belém de São Francisco (PE), Abaré (BA), Jatobá (PE), Piranhas (AL), Curralinho (SE), Ilha do Ferro (AL), Pão de Açúcar (AL), Piaçabuçu (AL), Penedo (AL) e Neópolis (SE). Toda a programação é gratuita e aberta ao público. Segundo os coordenadores, desde que foi criado em 2004, esta é a primeira vez que o projeto chega a todos os estados banhados pelo São Francisco.
Inácio Neves, coordenador do Cinema no Rio diz que o projeto busca proporcionar acesso amplo e democrático da cultura através do cinema brasileiro favorecendo o resgate das tradições culturais locais. “Levamos o cinema a locais desprovidos de espaços de exibição, oferecendo cultura, arte e entretenimento à população com acesso restrito a esses bens”, assegura.
A idéia, segundo Neves, é valorizar e resgatar a cultura local com produção de documentário em cada cidade por onde o projeto passa. “Pretendemos promover a revitalização dos valores e das tradições culturais locais, por meio do inventário e seleção de documentos, como fotografia, pesquisa culinária e estudo antropológico. Além disso, buscamos favorecer o intercâmbio do conhecimento de técnica e conceitos cinematográficos por meio da oficina de cultura – Imagem e Movimento – realizada em cada um dos locais”, ressalta.
Na programação, três longas e cinco curtas-metragens nacionais nos gêneros animação e ficção. As comunidades vão assistir a “Abril Despedaçado”, de Walter Salles, “Narradores de Javé”, Eliane Caffé, e “Mutum”, de Sandra Kogut. Além dos curtas-metragens “Nascente”, Helvécio Marins, e as animações da série “Juro que vi”, “O Curupira”, “O Boto” e “Matinta Perera”, de Humberto Avelar, e “Iara”, de Sérgio Glenes. As produções foram escolhidas pelo coordenador do projeto Inácio Neves e pelo cineasta mineiro Helvécio Marins.
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