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MEIO AMBIENTE

Comunidade faz ato simbólico para proteger lagoa em Praia do Forte

Desde o dia 12 de maio, foram registradas manchas escuras, forte odor e a morte de peixes, camarões e outras espécies na Lagoa Timeantube

Redação
Por Redação
Situação gerou preocupação imediata entre moradores e visitantes
Situação gerou preocupação imediata entre moradores e visitantes - Foto: Divulgação

A comunidade da Praia do Forte, no litoral norte da Bahia, se mobiliza para denunciar um grave problema ambiental que ameaça um dos principais patrimônios naturais da região: a Lagoa Timeantube. No próximo dia 7 de junho, às 10h, moradores, comerciantes, visitantes e organizações locais irão se unir em um abraço simbólico na entrada do Parque Klaus Peters, em um gesto de apelo por preservação ambiental e ações urgentes por parte do poder público.

Desde o dia 12 de maio, foram registradas manchas escuras, forte odor e a morte de peixes, camarões e outras espécies
Desde o dia 12 de maio, foram registradas manchas escuras, forte odor e a morte de peixes, camarões e outras espécies - Foto: Divulgação

Lagoa Timeantube sofre com degradação ambiental e morte de espécies

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Desde o dia 12 de maio, foram registradas manchas escuras, forte odor e a morte de peixes, camarões e outras espécies na superfície da Lagoa Timeantube, um dos principais pontos turísticos da Praia do Forte. A situação gerou preocupação imediata entre moradores e visitantes.

Mobilização conta com o apoio de entidades importantes da região
Mobilização conta com o apoio de entidades importantes da região - Foto: Divulgação

Dois dias depois, em 14 de maio, a TURISFORTE – Associação Comercial e Turística da Praia do Forte, em parceria com outras entidades locais, emitiu um alerta urgente sobre o que classificam como um “crime ambiental em curso”.

Autoridades investigam, mas sem solução concreta até o momento

A Prefeitura de Mata de São João informou que equipes técnicas foram mobilizadas para identificar a origem da poluição. Em nota à população, destacou:

“A fonte poluidora ainda persiste. E a Prefeitura tem tomado todas as medidas cabíveis para identificar a causa geradora dessa poluição. Tivemos inúmeras reuniões com a Embasa e visitas aos pontos de elevatória e pulmões de ETE e não constatamos nenhum extravasament. Nesse interregno, solicitamos que a Embasa se dispusesse a efetuar análise de mais de seis pontos de coleta da lagoa para identificar a direção do fator poluente. Os laudos ainda não saíram, pois tal análise tem um tempo para ficar pronta".

A investigação contou com ações por terra, água e ar, incluindo uso de drones e caiaques. Apesar do esforço conjunto com o INEMA, a Polícia Civil e empresas locais, a origem da contaminação ainda não foi identificada. Ainda segundo a nota, há suspeita de que o odor seja causado por cianobactérias, em razão do acúmulo de matéria orgânica.

Prazo vencido e comunidade cobra respostas

Os órgãos responsáveis haviam prometido um retorno até o dia 26 de maio, mas nenhum resultado foi divulgado até agora. Para Lucia Tourinho, presidente da TURISFORTE, a situação é crítica:

“A situação da Lagoa Timeantube é insustentável. Estamos diante de um crime ambiental em curso, que avança sob a omissão das autoridades e ameaça não só a biodiversidade da região, mas também o principal motor da nossa economia: o turismo sustentável”.

Comunidade unida por soluções imediatas

A mobilização conta com o apoio de entidades importantes da região, como:

  • Ascamforte – Associação dos Condomínios da Praia do Forte
  • Associação de Pescadores e Moradores da Praia do Forte
  • CONSEG-PF – Conselho de Segurança da Praia do Forte

As instituições cobram fiscalização eficaz, recuperação ambiental da área afetada e punição aos responsáveis, caso sejam identificadas ações irregulares de empreendimentos ou outras fontes externas de poluição.

Lagoa Timeantube: patrimônio natural e símbolo da biodiversidade

A Lagoa Timeantube é uma área de preservação permanente, com rica fauna e flora. Suas águas escuras, que inspiram o nome (Timeantube significa “águas negras” em iorubá), abrigam espécies como bem-te-vis, corujas, jaçanãs, beija-flores, papagaios-do-mangue e martins-pescadores.

Para Lucia, a negligência com o meio ambiente precisa ter fim:

“Não podemos mais aceitar a negligência diante da destruição do nosso patrimônio natural. É preciso ação, fiscalização e responsabilização. O tempo da omissão acabou”.

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Tags

Mata de São João Praia do Forte preservação ambiental

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