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Construtora tem bens bloqueados pela Justiça

Luiz Tito | Sucursal Feira de Santana
Por Luiz Tito | Sucursal Feira de Santana

Nesta quarta-feira, 27, foi acatado o pedido de bloqueios de todos os bens da Construtora R. Carvalho e de seus sócios até que a empresa realize os pagamentos dos 5,2 mil funcionários demitidos na última quarta, 20.

A ação foi movida na semana passada pela Procuradora do Trabalho Analise Fonseca Leal, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeireiras de Feira de Santana. Os bens estão à disposição da Justiça.

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Segundo a advogada do Sindicato Solange Izabel Pacheco Martins, a liminar tem como objetivo resguardar os direitos dos trabalhadores “mesmo com a morosidade da justiça e ainda cabendo recurso por parte da empresa, essa liminar favorável não deixa de ser uma vitória da categoria”, afirmou.

Reunião - Antes da decisão judicial, já havia ocorrido na sede do Ministério Público do Trabalho de Feira de Santana uma reunião para definir a data de pagamento dos ex-funcionários da empresa, demitidos na última terça.

Estiveram presentes a Procuradora Analise Fonseca Leal, representantes do Sindicato e o advogado José Roberto Cajado Menezes, que representou a construtora.

Por meio de seu advogado, a empresa alegou não ter recurso para quitar esses débitos, nem uma previsão de quando poderá fazer o pagamento das rescisões. A R. Carvalho se restringiu a definir que nesta quinta, 28, será pago, a quem ainda falta receber, o valor referente ao salário da segunda quinzena de junho. Além disso, que no dia 1º de agosto serão liberados o FGTS e a guia para o recebimento do Seguro Desemprego.

Após audiência, trabalhadores e sindicato fizeram uma assembleia na Praça da Kalilandia. Usando um carro de som com microfone, José Nivaldo de Souza Lima, um dos representantes do Sindicato tentou orientar centenas de operários. Muitos operários estavam inconformados.

Mutuários - As obras foram paralisadas no último dia 08 de julho e estão sob um seguro que só pode ser acionado após 30 dias. Por isso, somente a partir do próximo dia 8 as obras poderão ser repassadas para uma nova empresa dar continuidade.

A Caixa Econômica Federal (CEF) informou, na semana passada, que as obras seriam continuadas por uma nova empresa, mas não informou quando isso deve ocorrer.

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