BAHIA
Corpo de baiana assassinada na Itália é sepultado sob forte comoção

O corpo da baiana Adailza Luz Santos, 31 anos, assassinada no dia 23 de outubro, na Itália, foi sepultado nesta quinta-feira, dia 8, no cemitério de Gamboa do Morro, distrito do município de Cairu, no baixo sul do Estado, em meio a grande comoção dos familiares e amigos. A trágica morte de Adailza abalou a pequena vila de pescadores onde ela e os oito irmãos nasceram.
O corpo de Adailza chegou em Gamboa na madrugada de hoje sob forte emoção e tristeza dos moradores do lugar. Após uma missa celebrada na igreja católica local, às 8h30, finalmente os parentes da jovem puderam sepultar o corpo da baiana, que morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas pela polícia italiana.
A morte prematura e brutal de Adailza deixou os familiares da jovem perplexos. Agora, eles garantem que vão continuar acompanhando o desenrolar do caso e aguardam por justiça. “Queremos justiça. Não sabemos o motivo dela ter sido assassinada dessa forma e continuamos acompanhando daqui do Brasil e recebendo as informações através da nossa irmã, Jane, e do nosso cunhado, Andrea, que moram na Itália.
Vamos descobrir o que levou o Mateus a matar nossa irmã de uma forma tão brutal. Fomos surpreendidos com esta notícia, pois Adailza sempre foi muito alegre. Foi muito violento o que aconteceu. Agora é esfriar a cabeça para ver o que vamos fazer”, informou, emocionado, o empresário Josevaldo Francisco dos Santos, mais conhecido em Morro de São Paulo como “Pio”. O empresário adiantou que o julgamento do Mateus Ferraz de Oliveira, de 22 anos, que é acusado de ter cometido o crime, segundo a polícia italiana, poderá acontecer em fevereiro ou março do ano que vem.
Adailza foi morta a facadas, segundo informou a Polícia da Itália, pelo dançarino, também baiano, Mateus. Eles eram colegas de trabalho no Restaurante Copacabana, em Via San Marino, na cidade de Turim.
Após o sepultamento, poucos parentes de Adailza quiseram comentar o brutal assassinato da jovem. Muito abalada, Joílza Oliveira Luz, 44 anos, irmã mais velha de Adailza, mostrou-se inconformada. “Soubemos da morte de Adailza por telefone e não pudemos fazer nada, a não ser esperar pela chegada do corpo. Foram duas semanas de agonia. Minha irmã era batalhadora e o que buscamos é saber os motivos. Ela deixou dois filhos, de 13 e cinco anos”, contou.