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MAIO AMARELO

De 132 para 65: o desafio de Salvador para cumprir a meta da ONU até 2030

Em 2024 foram 36.403 vítimas fatais no trânsito do Brasi

Loren Beatriz Sousa
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Trânsito em Salvador
Trânsito em Salvador - Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

De acordo com o Relatório Global da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2023, cerca de 1,18 milhão de pessoas morrem anualmente em sinistros de trânsito, sendo a 12ª maior causa de mortes no planeta e a primeira entre jovens de 5 a 29 anos.

Em resposta, foi estabelecida a 2ª Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU, com objetivo de reduzir em pelo menos 50% as mortes e lesões no trânsito até 2030.

No Brasil, após atingir resultado histórico em 2019 (31.945 mortes e 15,2 mortes por 100 mil habitantes), o país voltou a registrar aumentos consecutivos desde 2020.

Em 2024 foram 36.403 vítimas fatais no trânsito do Brasil, uma taxa de 17,1 mortes por 100 mil habitantes. Diante desse cenário, o país fortalece o PNATRANS (Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito) em alinhamento à meta global da ONU.

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Em Salvador, a taxa de mortalidade ficou bem abaixo da nacional em 2024, com 5,76 vítimas fatais por 100 mil habitantes. Em 2025, a redução de vítimas fatais total fez esse dado cair para 5,15 vítimas por 100 mil habitantes, ou seja, uma redução de 10,5%. A meta, no entanto, era o máximo de mortes em 93.

Motociclistas na Avenida Bonocô
Motociclistas na Avenida Bonocô | Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

Ainda assim, a capital baiana, que registrou 132 vítimas fatais no trânsito em 2025, tem a meta ambiciosa de reduzir esse total para 65 mortes em 2030, valor correspondente à metade das mortes registradas em 2020.

Na primeira Década de Ação pela Segurança no Trânsito da ONU (2011-2020), Salvador atingiu a meta, registrando redução de 51% nas mortes e 67% nos feridos.

Entre os principais fatores de risco para sinistros de trânsito estão: excesso de velocidade, conduzir sob efeito de bebida alcoólica, falta de equipamentos de proteção e distrações ao dirigir (como uso do celular).

Em Salvador, levantamentos observacionais da John Hopkins University, em parceria com a Universidade Federal do Ceará e apoio da Iniciativa Bloomberg, avaliam condutas de risco em 16 pontos da cidade em dias úteis e finais de semana, entre 7h e 19h.

Velocidade

Em Salvador, o excesso de velocidade ocupa o 1º e 3º lugar no ranking das infrações mais cometidas, respectivamente exceder o limite de velocidade em até 20% e exceder o limite de velocidade em mais de 20% até 50%.

O plano da prefeitura de Salvador 2025-2028 prevê ações complementares às iniciativas já desenvolvidas para tornar o trânsito mais seguro. Entre as ações estão: regulamentar a velocidade em novos pontos da cidade, ampliar as áreas de trânsito calmo, promover campanhas educativas a diferentes públicos.

Imagem ilustrativa da imagem De 132 para 65: o desafio de Salvador para cumprir a meta da ONU até 2030
| Foto: Uendel Galter/Ag. A TARDE

Segundo estudo da Transalvador, os locais com maior número de vítimas fatais no trânsito são:

  • Avenida Afrânio Peixoto (Suburbana): que combina características de rodovia (velocidade) com um contexto urbano denso (pedestres, comércio e residências);
  • Corredor da BR-324 em Pirajá, Águas Claras e Cajazeiras: aqui, o perigo está associado a áreas de entroncamento e fluxo de alta velocidade;
  • Avenida Luís Viana Filho (Paralela): o risco é maior no início, na região de Pernambués e Imbuí, e no extremo oposto, nas imediações de Mussurunga e São Cristóvão, próximo à divisa com Lauro de Freitas;
  • Região Central (Bonocô e Iguatemi): os acidentes decorrem pelo alto volume de veículos na região caracterizada por ser o escoamento central do trânsito da capital baiana;
  • Cidade Baixa / Comércio: a infraestrutura urbana antiga se encontra com grande fluxo de trabalhadores;
  • Orla Marítima: o trecho de Itapuã e Piatã apresenta pontos intensos de acidentes com vítimas fatais.

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