BAHIA
Devotos de São José mantém tradição e celebram o dia santo
Por Alean Rodrigues | Sucursal Feira de Santana

Apesar do sofrimento que a seca vem trazendo para as famílias que residem na zona rural, devotos de São José deixam a tristeza de lado para manter a tradição e festejar o dia do santo considerado o protetor dos agricultores, comemorado nesta terça, 19. No povoado de Vagem, no Distrito de Maria Quitéria, mais conhecido como São José, em Feira de Santana (a 109 km de Salvador) os festejos iniciaram desde o primeiro dia de março com a peregrinação das imagens pelas comunidades do distrito e as novenas que acontecem todas as noites na igreja local.
"Reunimos para rezar o terço, fazer leitura da bíblia, além das orações ao nosso padroeiro, que culminam na missa solene seguida de procissão no dia 19", explicou Maria de Lourdes dos Santos, 56 anos, devota do santo. Nesta terça, o dia começou por volta das 05h quando ela levantou e rezou a novena para o santo. Logo depois munida de enxada, sementes como milho e feijão, além da imagem de São José, ela e a irmã, Maria Luiza Oliveira dos Santos, 52 anos, começaram a plantar, em meio a orações e cânticos de louvor ao padroeiro.
"Pedimos entre outras coisas a chuva, que está em falta nestes últimos anos. Mas creio que ainda hoje (terça) o nosso São José vai mandar chuva boa e conseguiremos ter um boa colheita em junho", disse esperançosa Maria Luiza. Ela conta que ao santo também é atribuída a benção em relação a lavoura, e que por isto eles costumam plantar no dia ou até dois dias após o dia do santo, para ter uma boa colheita.
Cidade - Na sede do município de Feira de Santana, devotos também comemoraram o santo, considerado uns dos mais populares da Igreja Católica, com uma procissão que saiu da Capela Nossa Senhora de Lourdes, no Colégio Padre Ovídio, com destino à Catedral Metropolitana de Senhora Santana.
Personagem do Novo Testamento, José foi o marido de Maria, mãe de Jesus. Segundo a tradição, ele nasceu em Belém, na antiga Judeia, e foi designado para casar com Maria e passou a morar com ela e a sua família em Nazaré. Foi proclamado "protetor da Igreja Católica Romana" e é considerado, por seu ofício de carpinteiro, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade à sua esposa, como "padroeiro das famílias".
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