BAHIA
Dia de Combate à Intolerância Religiosa destaca luta da comunidade islâmica na Bahia
Data é celebrada nesta quarta-feira, 21

Por Acácia Vieira

Celebrado nesta quarta-feira, 21, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa chama atenção para a importância do respeito às diferentes crenças. Em Salvador, a data evidencia a atuação da comunidade islâmica, que segue enfrentando estigmas e apostando no diálogo como forma de combater o preconceito.
O Centro Cultural Islâmico da Bahia, que fica no Bairro de Nazaré, em Salvador, é um espaço de oração e convivência aberto ao público, onde o líder espiritual da comunidade muçulmana no estado, sheik Ahmad Abdul Hameed, trabalha para aproximar a sociedade do islamismo e esclarecer dúvidas que ainda cercam a religião.
No islamismo, a prática religiosa é baseada na fé, na disciplina espiritual e no respeito ao próximo. Os fiéis realizam cinco orações diárias e seguem princípios que incluem a caridade e o cuidado com a comunidade. Um dos períodos mais importantes do calendário islâmico é o Ramadã, que neste ano acontece entre 17 de fevereiro e 18 de março, quando os muçulmanos praticam o jejum do amanhecer ao pôr do sol.
Para o sheik Ahmad, a intolerância contra o islã ainda é alimentada por estigmas e informações distorcidas. “O islã tem como base a paz. Muçulmano é o homem da paz. Quando as pessoas conhecem de verdade a religião, entendem que o que muitas vezes é divulgado não tem relação com a nossa fé”, afirma.
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Mesmo com avanços no diálogo, episódios de intolerância ainda ocorrem. O sheik relata que já teve uma entrevista distorcida por uma emissora de televisão ao tratar sobre o papel da mulher no islã, situação que, segundo ele, foi posteriormente corrigida. “No início, colocamos isso como o plano de discriminação da religião islâmica. Mas como ele pediu desculpas e foi ar da forma certa, deixamos passar”, conta.
O líder religioso também destaca que a presença do islamismo na Bahia é histórica. A religião chegou ao estado ainda no período colonial, por meio dos africanos muçulmanos escravizados, conhecidos como malês, que resistiram à escravidão e deixaram um legado cultural e religioso importante
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