Embasa lista investimentos em saneamento para 2022

Presidente da empresa, Rogério Cedraz, foi o entrevistado do Isso é Bahia desta terça-feira, 22

Publicado terça-feira, 22 de março de 2022 às 21:44 h | Atualizado em 22/03/2022, 21:52 | Autor: Fernando Valverde
Chefe da Embasa fala sobre panorama da água no estado | Foto: Mateus Pereira | GovBA
Chefe da Embasa fala sobre panorama da água no estado | Foto: Mateus Pereira | GovBA -

A obra de implantação de infraestrutura de esgotamento sanitário em mais duas bacias sanitárias de Salvador pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), está com 60% do cronograma concluído e tem previsão de entrega no final deste ano.

A infraestrutura, quando finalizada, vai ser ligada às redes coletoras já instaladas dos bairros do Trobogy, Canabrava, São Marcos, Vila Canária, Sete de Abril e parte de Castelo Branco, além de conduzir o esgoto coletado, nesta área, até uma estação de condicionamento prévio para ser enviado ao emissário submarino da Boca do Rio para dispersão adequada no oceano.

Em entrevista para o programa Isso é Bahia da rádio A TARDE FM (103.9), nesta terça-feira, 22, quando é comemorado o Dia Mundial da Água, o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, afirmou que espera um aumento de 3% da cobertura do serviço de esgotamento sanitário em Salvador.

"Essa é uma obra muito importante para a cidade. Salvador, como já é sabido, tem um dos maiores índices de cobertura em capitais, com 85% da cidade abrangida, de esgotamento sanitário do país. Com essa obra, contemplaremos mais três bacias grandes da cidade. Estamos concluindo nessa etapa a área das bacias de Cambunas e do Trobogy e posteriormente com o complemento da bacia de Águas Claras, conseguindo assim sanear uma parte importante da cidade, uma das poucas bacias que não estão completamente saneadas, e devemos elevar esse índice de cobertura de 88% ou 89%", pontuou.

A implantação de esgotamento sanitário nas duas novas bacias, que está em andamento, prevê a instalação de 19,94 quilômetros (km) de linha de recalque (tubulação de esgoto pressurizada), 11,20km de interceptores (tubulação de grande porte sem pressurização), sete estações de bombeamento, 67,27km de rede coletora convencional e 66,44km de redes auxiliares.  

Ainda de acordo com ele, com a finalização dessa etapa, apenas a bacia do Coruripe ficará pendente dentro da capital baiana.

"Estamos fazendo os projetos e a expectativa é que logo depois de todo o processo, com a regularização com o município, possamos também fazer a última bacia da cidade. A partir daí, o que teremos em termo de esgotamento sanitário é aquele trabalho de estender as redes naqueles locais onde a cidade vai se desenvolvendo. Vamos deixar a cidade de Salvador em uma condição bem diferenciada em relação ao resto do país", disse.

Para o presidente da companhia, os benefícios para a população poderão ser visualizados também de um ponto de vista ambiental

"Vamos tirar a maior parte desses esgotos que hoje caem nos córregos, na drenagem e nos rios que desaguam no Litoral Norte de Salvador, que para onde vai a maior parte da contribuição de esgoto das bacias nas quais estamos fazendo as intervenções. Então, com a implantação desse sistema, que será repassado para o emissário submarino da Boca do Rio, a gente consegue também limpar e sanear todos aqueles córregos e rios. Então reduzirá bastante a carga orgânica que corre nessas regiões, dando mais saúde para aquela população", afirmou.

Para um melhor funcionamento do sistema, Cedraz afirmou que é preciso que a população também faça sua parte, evitando ligações irregulares e contribuindo para a captação correta do esgoto residencial.

"Mesmo com a nossa infraestrutura já implantada, como temos muitas ligações clandestinas, não temos uma captação correta de esgoto em muitos casos. Normalmente, o próprio cidadão dá um jeito de tirar o esgoto de sua residência, às vezes usando uma drenagem, ou simplesmente jogando em um canal e isso impede que nós utilizemos a infraestrutura colocada. Não temos o poder de entrar na casa do cidadão e avaliar isso, então precisa ser um trabalho de educação social e sanitária para toda a população.

Interior

A expectativa é que em 2022 a Embasa invista cerca de R$ 1,6 bilhão em ações em todo o estado. Esses recursos serão aplicados no avanço da prestação dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, que compreendem a captação, tratamento e distribuição de água, bem como a coleta, transporte, tratamento e destinação adequada dos esgotos domésticos nos 366 municípios atendidos pela Embasa.

De acordo com Cedraz, algumas cidades do interior, e também a capital, contam com deficiências de planejamento, e uma ocupação desordenada, que interferem na instalação de infraestruturas de saneamento e na cobertura de alguns locais.

"O interior ainda tem um déficit maior de esgotamento, mesmo com toda a preocupação do nosso governador com essa questão e com o recordes de investimento da Embasa nos últimos anos. Nos últimos quinze anos aumentamos o número de ligações de água em 75% em todo o estado. É um processo muito grande, mas que trouxe para dentro do sistema cerca de 4 milhões de baianos que não tinha água tratada e corretamente distribuída", informou.

Entre as obras de destaque para 2022, além da ampliação do sistema integrado de abastecimento de água de Salvador, estão o Interceptor Paralela/Lauro de Freitas, que terá investimento de mais de R$ 280 milhões e deve beneficiar cerca de 450 mil pessoas, e a expansão do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) de Feira de Santana, que terá um investimento de R$ 250 milhões e deve beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas.

 

A Tarde FM

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