Escolas reforçam cuidados para conter a Covid na volta às aulas

Boletim InfoGripe aponta aumento dos casos de SRAG entre as crianças de 0 a 4 anos e de Covid-19 nos adultos

Publicado sexta-feira, 08 de julho de 2022 às 00:10 h | Atualizado em 07/07/2022, 23:23 | Autor: Jade Santana*
Centro Educacional Vitoria Regia, a exemplo de outras escolas, reforçou protocolo interno de biossegurança
Centro Educacional Vitoria Regia, a exemplo de outras escolas, reforçou protocolo interno de biossegurança -

O aumento de casos de Covid e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), doenças que atingem várias faixas etárias, mas principalmente crianças, segundo o novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), preocupa a comunidade escolar na volta às aulas após as festas juninas. Por precaução, unidades da capital voltam a estimular a adoção de medidas sanitárias. 

Com o clima de incerteza gerado pelo aumento de casos, escolas em Salvador estão reforçando medidas de biossegurança, para garantir o controle da transmissão do coronavírus e SRAG entre alunos, professores e prestadores de serviço. De acordo com Jorge Tadeu Coelho, diretor do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular (Sinepe-BA), a entidade tem investido na indicação da adoção de medidas de segurança contra as doenças há cerca de um mês. 

Campanhas 

“Temos observado, desde o final de junho, antes mesmo das festas do mês, o aumento das doenças respiratórias, que são próprias deste período. Estamos atuando em duas frentes para frear o aumento de casos dentro das escolas. A primeira é o trabalho desenvolvido com o Comitê de Saúde das Escolas Particulares, que conta com a consultoria de uma médica infectologista, para decidir os protocolos que deveremos seguir nas instituições. Além disso, temos indicado às escolas que façam campanhas internas para a adoção, mais uma vez, das medidas básicas de biossegurança dentro das dependências escolares”, explica o diretor.

Atualizar a caderneta de vacinação, fazer o uso da máscara, higienizar as mãos e manter o distanciamento social são as principais recomendações do sindicato, para evitar maior crescimento de casos das doenças respiratórias. Apesar de ter registrado poucos casos das doenças durante a semana de volta às aulas, o Centro Educacional Vitória Régia, situado no bairro do Cabula, tem reforçado a recomendação do protocolo interno de biossegurança, elaborado pela equipe multidisciplinar da Infectologia Multidisciplinar Aplicada (IMA), coordenado pela médica Clarissa Cerqueira e baseado no protocolo unificado de volta as aulas do governo  estadual e da rede municipal de ensino na capital.

Segundo Solange Argollo, orientadora educacional do colégio, a instalação de estações com pia para a limpeza das mãos, além da disponibilidade de álcool em gel em todos os ambientes da escola já haviam sido instituídos no início do ano letivo, e o uso desses dispositivos segue sendo estimulado. Com o aumento do número de doenças respiratórias, a instituição voltou a recomendar o uso de máscaras, embora  não seja mais obrigatório. Apesar da possibilidade de casos, o formato de aulas remoto para os alunos que venham a se contaminar não é possível no Vitória Régia.

“Não estamos mais utilizando o formato de aulas remotas porque o próprio Conselho de Educação não está mais validando essa modalidade. Quando somos informados de algum caso de aluno infectado com síndromes respiratórias encaminhamos atividades durante o período de afastamento e quando voltam  oferecemos acompanhamento, caso seja necessário", explica a educadora.

No começo do mês passado, o Colégio Antônio Vieira (no Garcia) enviou comunicado para as famílias dos estudantes e colaboradores da instituição também recomendando o uso de máscara no ambiente escolar, como forma de prevenção, ainda que a medida não seja considerada obrigatória pelos decretos vigentes. 

A instituição mantém um Comitê de Prevenção ao Coronavírus atento ao contexto pandêmico e, diante do aumento dos casos de Covid-19 na cidade, resolveu tomar a decisão.  “Além disso, reiteramos a orientação para que os pais não levem os filhos ao colégio, em caso de sintomas gripais", informa  por meio de nota.

“Sob assessoria das infectologistas Fabianna Bahia e Giovanna Orrico, o comitê também continua adotando as medidas previstas, no sentido de comunicação ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) dos eventuais casos que venham a ser notificados pelas famílias da comunidade educativa", informa o colégio.

*Sob a supervisão do jornalista Luiz Lasserre 

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