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Focos de incêndio chegam a nove municípios da Chapada

Publicado quarta-feira, 31 de outubro de 2007 às 17:22 h | Atualizado em 31/10/2007, 17:22 | Autor: Juscelino Souza, da Sucursal Vitória da Conquista
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Bombeiros e voluntários completaram dez dias de combate às chamas que se alastram por áreas de difícil acesso na Chapada Diamantina, a 730 km de Salvador. Dos 30 focos de incêndio notificados há pouco mais de duas semanas, pelo menos cinco ainda persistem. Além disso, novas ocorrências foram verificadas às margens da BA-148, entre os municípios de Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas.

O incêndio atinge também os municípios de Piatã, Abaíra, Palmeiras, Lençóis, Ibicoara, Igatu e Andaraí. Em toda a região, foram consumidos mais de 50 hectares. A previsão é de que a área atingida seja ainda maior, já que o fogo continua sem controle. 

De acordo com levantamento preliminar de ambientalistas e bombeiros, as situações mais críticas são verificadas nas áreas de Livramento e Piatã. O clima seco e quente favorece a propagação das chamas e dificulta a missão dos bombeiros.

Na manhã desta quarta-feira, 31, mais um foco foi identificado às margens da estrada verde (BA-148). “A luta é grande e não tem hora para terminar”, assegura o comandante da operação, tenente PM Murilo Rocha. “Nas próximas horas faremos um revezamento, que vai depender de um sobrevôo de avaliação”, emendou.

Outro ponto crítico, segundo os bombeiros, fica no município de Abaíra (566 km de Salvador), berço da nascente do Rio de Contas, maior bacia hidrográfica da Bahia. A nascente fica nos limites da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie).

MADEIRA NATIVA - Nas localidades de Monteiro, Monte Oliveira e Itanajé, zona rural de Livramento, o fogo chegou há mais tempo. Segundo o fazendeiro Laércio de Oliveira e Silva, há 20 dias suas terras estão cobertas pelas chamas e cinzas. “Já perdi R$30 mil em madeira de lei. Aqui tinha pau d’arco e baraúna com dois metros de diâmetro”, relata.

Torres e fios de energia elétrica e da rede de telefonia fixa e tubulações de abastecimento de água entraram na contabilidade do prejuízo. “Só em minha roça, perto da nascente da Toca da Ciana, o fogo queimou uns 500 metros de tubos de água. Estamos sem água para beber há mais de dez dias”, lamenta o lavrador Antônio Ribeiro dos Santos, 62 anos.

O 11º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) de Lençóis tem um efetivo de 60 homens, mas somente nove foram destacados para a operação. “Estamos trabalhando em dois locais diferentes, em Livramento de Nossa senhora e Piatã, por isso dividimos o material para atender aos dois locais”, justificou o capitão Murilo.

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