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Índios ocupam sede da Funai em Paulo Afonso

Publicado sexta-feira, 16 de novembro de 2007 às 15:53 h | Atualizado em 16/11/2007, 15:53 | Autor: Alean Rodrigues, da Sucursal Feira de Santana
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Cobrando a exoneração do administrador, João Vasconcelos Valadares, da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Paulo Afonso (a 469 km de Salvador), cerca de 90 índios das tribos Kiriri, Kaimbé e Cantaruré ocupam desde a última quarta-feira (14) a sede do órgão no município. Eles pedem ainda que a presidência da Funai nomeie imediatamente um substituto para a vaga ocupada por João há mais de 10 anos.

Os índios acusam o administrador de desviar recursos destinados à área agrícola das aldeias. Eles dizem que já conseguiram descobrir os desfalques ocorridos em 2007, mas acreditam que o desvio ocorra há mais tempo. “Ele não repassa o dinheiro enviado pela Funai de Brasília e alega que os recursos não estão chegando. Confirmamos que era tudo mentira e queremos que ele saia do cargo”, revelou um dos caciques da tribo Kaimbé, Flávio de Jesus Dias.

Segundo documentos apresentados pelo cacique, em setembro de 2007 foram encaminhados R$ 1.170 milhões para as todas as áreas, entre elas agrícola, saúde, educação e cultura. Deste total, 190 mil era para projetos em agricultura e nada foi entregue às aldeias. “Ele deveria chamar todas as lideranças e comunicar o valor e dividir para as aldeias, de acordo com as necessidades de cada uma, mas não o fez e o dinheiro sumiu”, acusou.

O administrador da Funai, João Vasconcelos, negou as acusações e chamou os índios de levianos e mentirosos. Ele afirmou que a atitude de ocupar a sede do órgão foi tomada por um número reduzido de índios que não aceitam as regulamentações da entidade. “Já recebi vários telefonemas de caciques e lideres de aldeias, inclusive das que estão aqui, se solidarizando comigo e já obtive informações de que o Flávio será destituído do cargo, já que tomou a decisão sem consultar o outro cacique”, afirmou.

Ele diz que os recursos estão sendo enviados de forma correta e que são repassados para as aldeias todo mês. Quanto aos projetos, eles entraram na programação da administração local, mas não houve ainda a descentralização (autorização) para o envio de recursos.

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