"Inema realiza ações de fiscalização e monitoramento dessas manchas", afirma diretor

Publicado quarta-feira, 16 de outubro de 2019 às 10:39 h | Atualizado em 16/10/2019, 10:52 | Autor: Da Redação | Foto: Divulgação

As manchas de óleo que estão nas praias do Nordeste foi tema da entrevista no programa 'Isso é Bahia', da rádio A TARDE FM. Os apresentadores Jefferson Beltrão e Fernando Duarte conversaram com o Diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento do Instituto Do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio, sobre as ações que o órgão tem realizado nas praias.

O órgão tem fiscalizado às praias do Litoral Norte, da capital e estuda as ações que podem ser realizadas, caso as manchas passem por Salvador e vá em direção ao Baixo Sul baiano. "O Inema está com uma força tarefa permanente em campo. Faz vistoria em todo litoral. Temos preparado todo pessoal, com atividades de outras diretorias ligadas a unidade de conservação, principalmente, no baixo sul, já que é a região mais próxima, caso tenha uma progressão destas manchas.

Sobre a possibilidade de chegar na Baía de Todos-os-Santos, o diretor afirma que, o Inema, não tem "jurisdição sobre a parte marítima" para afirmar esta possibilidade. Ele ressalta que apesar disso, "acha pouco provável".

"A gente não tem esta jurisdição sobre a parte marítima. Não tem equipamento, material e não está dentro da nossa governança dessa área do mar. Os conhecimentos técnicos que adquirimos, em nossa experiência profissional, acho pouco provável que entre, a não ser que tenha uma nova mancha chegando. Considerando a quantidade e volume que foi encontrado, a gente acredita que esta mancha tende a se diluir no processo do tempo. O problema é esta incógnita: de onde veio a mancha, qual foi o volume que foi derramado e como ela está espalhada no litoral", declara.

Vários órgãos trabalham de forma conjunta para frear a ação do óleo no meio ambiente. Sobre este assunto, Eduardo diz que a maior dificuldade é não ter nenhum registro sobre algo parecido na área científica.

"As informações que nós temos da Marinha e do Ibama é de que esta mancha é submersa, ao contrário do óleo, não tem registro nenhum na literatura técnica do mundo. A mancha fica meia coluna d'água, o que para mim é muito estranho. É preciso uma investigação mais profunda e científica no decorrer do tempo para ver se isto está misturado com alguma coisa. O que é de fato isso: um petróleo que não flutua?", finaliza.

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