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Obras de duplicação da ponte Presidente Dutra atrasam novamente

Cristina Laura, da sucursal Juazeiro
Por Cristina Laura, da sucursal Juazeiro

As obras de duplicação da Ponte Presidente Dutra, que liga Juazeiro (BA) a Petrolina (PE) completam cinco anos sem conclusão. Os primeiros trabalhos de reforma foram iniciados pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte (DNIT) no final de 2002, com interrupção por falta de verba em 2003. Em 2004, o presidente Lula deu um prazo para que a obra fosse concluída até o final do ano passado. Os superintendentes do Denit na Bahia, Saulo Pontes, e Pernambuco, Marcos César Crispim, garantiram que em janeiro deste ano a ponte seria inaugurada.

Segundo o superintendente do Dnit em Petrolina, Reginaldo Nunes, a obra já consumiu 80% dos R$ 25 milhões disponíveis. Agora em abril, três meses depois do último prazo dado pelo õrgão para a conclusão da ponte, a obra ainda espera novas licitações, que devem ter edital publicado na próxima semana, para que sejam feitos os acessos à cidade de Juazeiro.

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“A solicitação está sendo feita e, se tudo correr bem e não houver recursos durante o processo, a demora é de apenas 45 dias. Acredito que já deveremos ter uma empresa vencedora com contrato assinado, que começaria o trabalho em junho, com conclusão no final do ano, entre novembro e dezembro”, assegura Reginaldo Nunes.

A demora na conclusão da obra tem dado dor de cabeça à população, mas, segundo o Dnit, vai garantir mais facilidade no escoamento de produtos da região para os demais estados do Nordeste e Centro-Sul do país.

A Justiça Eleitoral de Juazeiro alerta ainda que essa obra não poderá constar em campanhas eleitorais. O órgão quando assegura que os candidatos aos cargos de prefeito e vereador, tanto em Juazeiro quanto em Petrolina não podem usar a duplicação da Ponte Presidente Dutra como ‘gancho’ nas campanhas deste ano.

O juiz Cristiano Queiroz explica que “apesar de ser uma obra já licitada, com início anterior ao período eleitoral e orçamentos aprovados previamente, não poderá ser usada promocionalmente por nenhum candidato sob risco de punições”.

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