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"Os centros de apoio não tiveram a adesão que esperávamos", diz Carlos Martins

Da Redação

Por Da Redação

28/09/2020 - 9:34 h | Atualizada em 28/09/2020 - 10:20

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Centro de Acolhimento será fechado por baixa adesão da população | Foto: Divulgação | Secom
Centro de Acolhimento será fechado por baixa adesão da população | Foto: Divulgação | Secom -

Após seis meses de pandemia, o Centro de Apoio localizado no Parque de Exposições, em Salvador, será desativado. De acordo com o gestor da Secretaria Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Carlos Martins, o motivo seria o alto investimento com a pouca adesão ao local.

"Os centros de apoio não tiveram a adesão que esperávamos. Nós estamos, inclusive, desativando ele agora no final do mês porque é uma estrutura pesada e só tivemos 400 pessoas neste período", disse o secretário em entrevista, na manhã desta segunda-feira, 28, para o 'Isso é Bahia', na rádio A TARDE FM.

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O centro foi montado pelo Governo do Estado com objetivo de receber pacientes com Covid-19 encaminhados da rede referenciada de saúde, ou seja, das Unidades Básicas de Saúde, Upas ou hospitais.

Carlos Martins acredita que a baixa adesão da população ao Centro de Apoio seria pela aversão que se existe por hospitais. "Isso é muito cultural também. Mesmo doente, a pessoa não quer se tratar e achava que o Centro de Acolhimento era um hospital", explicou titular da pasta.

O secretário ainda acrescentou: "Na realidade, temos toda uma estrutura de enfermeiro, médico, psicólogo, assistente social, áreas de lazer. Não era como se tivesse em uma UTI ou hospital, mas em um hotel precisando de assistência médica e social".

Apesar do Centro de Apoio de Salvador encerrar as atividades, os localizados no interior da Bahia vão continuar operando normalmente.

Cortes em assistência social

O secretário Carlos Martins também destacou que os impactos dos cortes federais em assistência social são muito fortes na Bahia. "Infelizmente, com a queda na economia e na arrecadação dos estados e municípios, nós estamos fazendo das tripas corações, para garantir funcionando dos serviços".

Conforme o gestor da SJDHDS, os cortes na assistência social foram "fortes e violentos". A pasta teria disponível cerca de R$ 55 milhões para financiar várias atividades de assistência social nos municípios baianos.

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