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PF prende mais três índios por cobrança de pedágio ilegal

Camila Meira l Sucursal Itabuna

Por Camila Meira l Sucursal Itabuna

29/04/2011 - 21:38 h | Atualizada em 22/01/2021 - 0:00

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A Polícia Federal de Ilhéus (a 455 km de Salvador) prendeu nesta sexta-feira, 29, três índios tupinambás acusados de extorsão e formação de quadrilha. Entre eles, está o líder da tribo, cacique Gildo, que responde pela cobrança ilegal de pedágio em uma estrada de acesso local na altura do km-22 da rodovia Ilhéus-Una, no distrito de Olivença.

A ação desta sexta foi um desdobramento da operação realizada no último dia 5, quando dois índios foram presos em flagrante após tentar cobrar pela passagem de agentes da PF na estrada que dá acesso ao Areal Aliança, de propriedade da empresária Linda Souza Cerqueira.

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“No dia da operação, alguns índios evadiram-se do local e nós sabíamos do envolvimento deles. As investigações também apontam o cacique Gildo como mandante da cobrança de pedágios à empresária Linda Souza, para que ela pudesse ter acesso ao areal de sua propriedade”, explica a delegada da PF Denise Dias.

Além do cacique Gildo, também foram presos outros dois índios que não tiveram os nomes confirmados. Eles foram ouvidos na sede da PF em Ilhéus e encaminhados nesta sexta mesmo ao Presídio Aryston Cardoso, onde ficarão à disposição da Justiça.

Coação - A PF também instaurou inquérito para investigar uma reunião envolvendo o procurador federal Israel Nunes e lideranças da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Ilhéus. A Polícia Federal teve acesso a um vídeo do encontro, gravado pelo procurador e entregue como prova de uma possível conciliação entre a empresária e os índios.

No encontro, realizado na última segunda na Funai de Ilhéus, a empresária Linda Souza teria sido coagida a assinar um termo de retratação retirando a denúncia contra os índios e comprometendo-se a contratar dois membros do grupo.

Na reunião, os agentes da Funai apresentam a proposta de contratação como uma alternativa ao pedágio cobrado pelos tupinambás para que a empresária tenha acesso às suas terras. Os termos do acordo foram interpretados como uma maneira de formalizar o “pedágio”.

Na gravação, a empresária questiona as condições, mas os agentes argumentam que esta é uma prática “comum” em todas as regiões do País.

Depois do vídeo, a PF também não descartou a possibilidade de indiciamento do procurador federal Israel Nunes e do  chefe da Coordenação Técnica da Funai, Nicolas Melgaço.

A empresária Linda Souza, que esteve na sede da Polícia Federal, não quis falar sobre o vídeo e disse que enviaria funcionários para retomar os trabalhos no areal. Ela foi liberada sem precisar prestar depoimento.

A passagem para as terras, porém, permaneceu fechada durante todo o dia. Sem a cobrança do pedágio, os índios fecharam a cancela da Fazenda Sirihyba, ocupada por eles,  com corrente e cadeado, impedindo a passagem de qualquer veículo até o areal da empresária Linda Souza.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde deste sábado, 30, ou, se você é assinante, acesse aqui a versão digital.

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