Presidente do Tribunal de Contas em Portugal faz palestra no TCE

Publicado quarta-feira, 16 de outubro de 2019 às 10:27 h | Atualizado em 16/10/2019, 10:31 | Autor: Da Redação | Foto: Divulgação | TCE

O presidente do Tribunal de Contas de Portugal, Vitor Manuel da Silva Caldeira, abriu a primeira edição do Ciclo de Palestras de 2019, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE). Evento aconteceu nesta terça-feira, 15, no auditório Conselheiro Lafayette Pondé, no Plenário do TCE.

Na palestra, Vitor Caldeira, afirmou que é preciso fazer com que a confiança dos cidadãos nas instituições que prestam serviços públicos seja sólida. “É fundamental que, falando a mesma língua, e provavelmente tendo problemas semelhantes em nossos países, possamos trocar experiências sobre aquelas que são as novas questões que, ao meu ver, os auditores devem considerar. A primeira delas tem a ver com a transformação digital, as novas formas de se prestar os serviços públicos, seja por via daquilo que são os novos desafios que enfrentamos hoje, da demografia, das alterações climáticas, dos problemas ambientais. Enfim, são áreas que reclamam novas perspectivas”, ressaltou.

Caldeira observou que, mais importante do que o volume de dados disponíveis, é preciso saber o que se pode fazer com esta nova informação. E afirmou que a combinação de dados com meios de análise de elevada potência oferece muitas possibilidades, tal como a identificação de causas de falhas (em tempo quase real) e a detecção do risco de comportamento irregular ou fraudulento, por vezes antes mesmo da sua ocorrência.

“Quanto aos benefícios, podemos pensar, por exemplo, na identificação antecipada de problemas; na dimensão mais alargada das populações testadas; na possibilidade de escolher provas mais pertinentes. Mas não podemos ignorar os riscos e perigos, a exemplo da possível limitação do direito de acesso dos auditores públicos a dados e informações relevantes como consequência da digitalização. Do mesmo modo, não podemos ignorar outros potenciais riscos associados à confiança cega em dados não confiáveis e à ausência de capacitação dos auditores para usarem eficazmente estas tecnologias”, explicou Vitor Caldeira.

Publicações relacionadas