BAHIA
Primeira defensora pública indígena da Bahia elenca principais pautas
Em entrevista ao programa Isso é Bahia, Aléssia Pamela falou sobre sua chegada ao cargo, para o qual foi nomeada na última semana


Tomou posse na segunda-feira passada, 20, a primeira defensora pública indígena do Estado da Bahia, Aléssia Pamela Bertuleza Santos. Integrante da comunidade Tuxá, do município de Rodelas, norte da Bahia, ela foi aprovada em 7º lugar no oitavo concurso para a carreira.
Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM (103.9), Aléssia falou sobre seu ingresso na Defensoria Pública estadual e como a chegada ao cargo pode aprofundar o debate em torno das questões indígenas por parte da instituição. Ela citou como exemplo a entrada de novos defensores públicos negros como um exemplo de virada de chave.
"A presença de membros negros na instituição fez com que a pauta da questão negra, do racismo, saísse de medidas programáticas, deles para nós, e passasse a ser direta da instituição construída por aquele público alvo. Acreditamos que veremos isso também com as pautas indígenas, cujo grupo já é protegido pela Defensoria Pública, que está na pauta de prioridades de atuação, mas com essa chegada devemos trazer visibilidade à luta", analisou
Perguntada sobre quais questões serão tratadas por ela no cargo, ela citou as demarcações territoriais como urgentes, mas também disse que há outros pontos a serem observados.
"Existe uma verdadeira política estatal assimilacionista, de tentativa de extermínio dos povos. As demandas são muitas. Embora sempre se venha à mente a pauta do território, que é de fato extremamente importante e assola todos os povos do país, existem outros pontos também, como a educação indígena diferenciada, um direito assegurado e é tão difícil de ser implementado. Há também a questão da saúde indígena e outras questões estruturais", acrescentou.