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Projeto forma mulheres e amplia espaço feminino no setor de petróleo

PetroReconcavo contratou primeiras formadas no curso de Óleo & Gás

Isabela Cardoso
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Estande da PetroReconcavo
Estande da PetroReconcavo - Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

A entrada de mulheres em um dos setores mais masculinos da indústria brasileira ganhou novos capítulos na Bahia. A PetroReconcavo anunciou nesta quinta-feira, 29, a contratação de oito profissionais formadas pela primeira turma do curso técnico Mulheres no Óleo & Gás.

O anúncio ocorreu durante o Bahia Oil & Gas Energy (BOGE 2026), evento que acontece no Centro de Convenções de Salvador desde quarta-feira, 27.

Desenvolvida em parceria com o Senai Bahia, a iniciativa capacitou 29 moradoras de municípios baianos do entorno das operações da companhia, visando ampliar a presença feminina em um setor historicamente masculino.

As novas colaboradoras concluíram a formação em março deste ano e passam a atuar em funções operacionais dentro da companhia, incluindo áreas historicamente ocupadas quase exclusivamente por homens, como sondas de perfuração e operações de campo.

Capacitação técnica e inserção no mercado regional

O programa nasceu da percepção de que o quadro funcional da indústria de óleo e gás ainda está distante da realidade social brasileira. Segundo a gerente de Gente e Gestão da PetroReconcavo, Marina Senna, a proposta era criar oportunidades reais de entrada e permanência feminina no setor.

"Quando a gente olhava pra dentro, a gente via um público majoritariamente masculino em uma sociedade onde as mulheres fazem parte do mercado de trabalho. Então a gente pensou, como trazer essas mulheres pra cá? E o início começa com a capacitação. Dá a oportunidade de não apenas contratar mulheres, mas prepará-las pra entrar nesse mercado e se tornar competitivas com outros homens que fazem isso há muito mais tempo", explica Marina.

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Marina Senna, gerente de Gente e Gestão da PetroReconcavo
Marina Senna, gerente de Gente e Gestão da PetroReconcavo - Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Ao todo, 30 mulheres que já possuíam formação técnica em outras áreas foram selecionadas para o treinamento de quatro meses. A grade curricular somou 200 horas de aulas teóricas e 40 horas de atividades práticas nas instalações da empresa.

Rompendo barreiras em cargos operacionais

Para as novas colaboradoras, o ingresso nas atividades de campo valida o período de estudos. Isa Marcela, contratada como auxiliar de operação de sonda, relatou a experiência prática. “A sensação de pisar em uma sonda foi comparável à sensação de uma criança diante do brinquedo desejado. O brilho nos olhos e a curiosidade eram enormes”, relatou.

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Larissa Mendes, que assumiu o posto de Operadora de Equipamentos I, definiu o momento como a realização de um objetivo de carreira. “É a chance de escrever um novo capítulo na minha história profissional. Tenho orgulho imenso de ver que toda a luta foi recompensada”, disse.

Projeto priorizou moradoras do interior baiano

Todas as vagas do curso foram destinadas exclusivamente a mulheres moradoras dos municípios de Pojuca, Alagoinhas, Catu, São João e São Sebastião do Passé, regiões próximas às operações da companhia na Bahia.

Além da formação gratuita, a PetroReconcavo investiu R$ 233,4 mil no projeto e custeou material didático, uniformes e bolsas de transporte e alimentação para garantir a permanência das participantes.

O CEO da PetroReconcavo, José Firmo, destacou o foco na retenção de talentos locais. “Criamos oportunidades junto às comunidades onde atuamos com o objetivo de impulsionar a diversidade no setor e preparar uma nova geração de profissionais para os desafios e oportunidades do futuro da energia”, pontuou.

Mulheres ainda são minoria no setor

Apesar do crescimento da participação feminina na indústria, a presença das mulheres no setor de óleo e gás ainda é reduzida. Dados internacionais compilados pela Boston Consulting Group e pelo World Petroleum Council apontam que elas representam cerca de 20% da força de trabalho da área.

A expectativa da empresa é ampliar novas turmas do programa e contribuir para tornar mais comum a presença feminina em espaços historicamente masculinos da indústria petrolífera.

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