BAHIA
Santo Amaro celebra 14 de junho e faz homenagens
Por Gil Maciel
A estudante de psicologia Janile de Oliveira, 31, segue de smartphone em punho, registrando a passagem da banda marcial Cobrac (Complexo Brasileiro de Arte e Cultura) pela estreita e sinuosa rua Conselheiro Paranhos, no Centro de Santo Amaro da Purificação, que celebra seu 14 de junho.
"É que já fui baliza da Cobrac e agora meu filho Yuri toca trompete com eles", diz ela, apontando para o garoto de 13 anos, impecavelmente vestido com o uniforme da banda, enquanto ele e os colegas tocam "O Trenzinho Caipira", de Villa Lobos.
As comemorações do 14 de junho, data que marca a entrada de cidade, em 1822, nas lutas pela independência do Brasil, acontecem dentro da Câmara de Vereadores e principalmente, nas ruas da cidade. Por toda a tarde deste domingo, 14, os smartphones estiveram em punho registrando fanfarras, bandas, grupos de capoeira e o sensacional "Nêgo Fugido", manifestação folclórica típica da cidade.
Assim como Janile, outras pessoas se mobilizam em torno da comemoração. A Cobrac já quase dobra a esquina para a Praça da Purificação e finaliza os acordes de Lágrimas e Chuva, de Kid Abelha (sim, eles são ecléticos), quando são efusivamente aplaudidos.
"É uma maneira da gente agradecer o pessoal, né? Inclusive como cidadão, neste dia, espacialmente", explica o aposentado Luiz Santana, 74 anos, santamarense que mora em Salvador, mas foi à cidade neste final de semana.
Mobilizado
Um dos homenageados foi o historiador e cientista político baiano Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, que recebeu, representado por parentes convocados por ele para a data, o título de Cidadão de Santo Amaro da Purificação.
"Eu e Álvaro acabamos de nos conhecer no caminho para cá", explica a médica Ana Pitta, que junto com o primo, o engenheiro Álvaro Ferreira e outros parentes, representaram Moniz na cerimônia. "Esta é uma homenagem importante para ele, que é uma pessoa muito importante para nós", diz Álvaro Ferreira. Embora nascido em Salvador e morando na Alemanha há décadas, Moniz possui uma profunda relação com a cidade.
Por e-mail, ele explica que "a concessão do título me emociona, profundamente, pois significa uma das mais valorosas honrarias a mim prestadas. Foram antepassados e parentes meus, senhores de engenhos no Recôncavo e da Casa da Torre de Garcia d'Ávila, que levantaram Santo Amaro, iniciaram e sustentaram a luta armada pela independência da Bahia em Santo Amaro, Cachoeira e São Francisco do Conde".
A cantora Maria Bethânia veio do Rio de Janeiro para receber a medalha Marquês de Abrantes, dada a ela e outros santamarenses de destaque.
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