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ECONOMIA BAIANA

Setor agropecuário movimenta R$ 28,7 bilhões e cresce na Bahia

Levantamento aponta que o setor atravessa um ciclo de retomada e consolidação

Leilane Teixeira
Por
"Brasil e Senegal compartilham uma longa história de cooperação e amizade", afirmou o embaixador do Brasil no Senegal, Bruno Cobuccio
"Brasil e Senegal compartilham uma longa história de cooperação e amizade", afirmou o embaixador do Brasil no Senegal, Bruno Cobuccio - Foto: Silvio Avila I AFP

A agropecuária baiana apresentou forte desempenho ao longo de 2025, impulsionada pela recuperação da produção de grãos, pela expansão da pecuária e pelo aumento do valor gerado no campo. No segundo trimestre do ano, o PIB do agronegócio da Bahia cresceu 5% em comparação com o mesmo período de 2024, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O levantamento aponta que o setor atravessa um ciclo de retomada e consolidação, reforçando sua importância estratégica para a economia estadual. Apenas no segundo trimestre, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) alcançou R$ 28,7 bilhões, o que representa um crescimento de 8,7% na comparação anual.

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Agropecuária lidera o agronegócio baiano

A agropecuária respondeu por 66,4% de todo o PIB do agronegócio no período analisado, consolidando-se como o principal elo da cadeia produtiva. O resultado foi influenciado pelo aumento da produção agrícola no semestre e pela valorização de produtos como carne bovina e café.

Do total movimentado no VBP, a agricultura somou R$ 26,1 bilhões, enquanto a pecuária respondeu por R$ 2,6 bilhões.

Para o secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, os números refletem a força do setor mesmo em um cenário internacional adverso. Segundo ele, o desempenho de 2025 mostra a capacidade de adaptação do campo baiano e o impacto positivo das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.

Exportações recuam, mas soja mantém liderança

Apesar do bom desempenho interno, as exportações do agronegócio baiano recuaram 15,1% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A queda foi influenciada pela desvalorização dos preços internacionais e pela redução no volume embarcado.

Entre os segmentos afetados estão:

  • soja e derivados, com retração de 13,6% no valor exportado;
  • papel e celulose, que tiveram queda de 27,2% na receita;
  • algodão, com redução de 19,5%;
  • café e especiarias, que registraram queda de 24,7%.

Mesmo assim, a soja permaneceu como o principal produto da pauta, representando 74% das exportações agropecuárias do estado no trimestre. A China seguiu como principal destino, concentrando 59% das compras, seguida por Tailândia, Espanha e Vietnã.

Produção de grãos avança com clima favorável

A safra de grãos na Bahia voltou a crescer em 2025, beneficiada por condições climáticas favoráveis. A estimativa é de mais de 12 milhões de toneladas, alta de 12,8% em relação a 2024.

A soja lidera a produção, com previsão de 8,6 milhões de toneladas, crescimento de 14,3%. O milho também apresentou forte avanço, com expectativa de 2,74 milhões de toneladas, aumento de 18,2%.

Outras culturas também tiveram bom desempenho, como algodão, café, cacau, cana-de-açúcar, banana, uva, laranja e mandioca, reforçando a diversidade da produção agrícola baiana.

Pecuária mantém trajetória de crescimento

A pecuária baiana também apresentou resultados positivos em 2025. No segundo trimestre, foram abatidas 384 mil cabeças de bovinos, alta de 1%. O abate de frangos cresceu 5,1%, totalizando 33 milhões de aves.

A produção de leite teve aumento de 5%, enquanto a de ovos alcançou 23 milhões de dúzias, crescimento de 5,4%. Os números reforçam a tendência de estabilidade e expansão do segmento.

Emprego no campo avança

O bom desempenho do setor refletiu diretamente no mercado de trabalho. Entre janeiro e setembro, a agropecuária baiana gerou 1.641 novos empregos formais, de acordo com dados do Novo Caged. As atividades com maior saldo positivo foram a pecuária e as lavouras permanentes.

O cenário indica que a agropecuária segue como um dos principais motores da economia baiana, com perspectivas positivas para 2026.

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