SINDIMED
Sindimed elege comissão provisória após afastamento da diretoria
A Comissão provisória se elegeu depois da realização da Assembleia do Sindimed

O Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed-BA) elegeu uma Comissão Provisória composta por três médicas após o afastamento da diretoria e anulação do processo eleitoral para uma nova composição por decisão da Justiça do Trabalho.
A Comissão provisória se elegeu depois da realização da Assembleia Geral Extraordinária do Sindimed, que contou com a participação de cerca de 160 médicos na quarta-feira (6). O grupo será responsável por gerir o sindicato pelos próximos 90 dias e também irá organizar uma nova eleição da diretoria.
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Em nota, o Sindimed afirmou que a eleição das três médicas foi avaliada por participantes da assembleia como uma resposta firme da categoria ao momento vivido pelo sindicato. A entidade também exaltou o currículo das membras da Comissão Provisória.
Composição
Segundo o Sindimed, a composição da comissão destaca nomes de grande prestígio na medicina e na gestão pública. Fabíola de Aguiar Nunes é ex-secretária de Saúde do DF e atualmente é dirigente da Organização Pan-Americana da Saúde e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
Ao seu lado, a professora titular da UFBA Elvira Cortes agrega um histórico de rigor técnico na condução de processos eleitorais, acumulando experiências prévias no Hospital das Clínicas e no próprio sindicato. Completa o trio Áurea Inês, que é concursada da Petrobras, Infraero e Sesab, ela acumula 15 anos de experiência como diretora do Sindimed-BA
Com trajetórias reconhecidas na saúde pública, na universidade e na atuação sindical, Fabíola, Elvira e Áurea assumem a Comissão Provisória com a responsabilidade de recuperar o prestígio institucional do sindicato e reconstruir a confiança dos médicos e médicas da Bahia na sua entidade representativa.
Diretoria inelegível
No dia 26 de abril, a Justiça do Trabalho determinou a anulação do processo eleitoral, o afastamento imediato da então diretoria e reconheceu a inelegibilidade de seus integrantes.
A Justiça declarou inválida a formação da comissão eleitoral, anulou os atos praticados a partir dela e determinou a reconstrução da lista de votantes, considerada irregular para fins de eleição sindical.
Segundo as denúncias, a relação usada no pleito incluiu cerca de 630 nomes, excluiu mais de mil médicos e apresentou registros vinculados a pessoas que não são médicas e a médicos já falecidos.
Contas rejeitadas
A decisão também validou a rejeição das contas da diretoria em Assembleia de 2 de março. Entre os pontos questionados estão aproximadamente R$ 919 mil destinados ao pagamento de salários a dirigentes, valor que não inclui ajudas de custo e diárias.
Também há denúncias de empréstimos feitos com recursos do sindicato a integrantes da gestão, sem aprovação em assembleia.
Segundo informações obtidas pelo Portal A TARDE, a ex-diretoria deve recorrer do processo para disputar o processo eleitoral.
Decisão anterior
Antes de afastar a diretoria, a Justiça do Trabalho determinou a suspensão imediata das eleições que estavam previstas para os dias 14 e 15 de abril. A decisão foi proferida pela 17ª Vara do Trabalho de Salvador em 7 de abril.
Entre os problemas apontados estão a inclusão de pessoas que não são médicas na lista de votação, inclusive advogados ligados ao sindicato, o uso de registros de médicos falecidos e a exclusão de centenas de profissionais aptos a votar, sem critério transparente.
A então comissão eleitoral também foi questionada por atuar, segundo a chapa de oposição, como extensão da atual diretoria, sem autonomia e sem isenção.
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