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Suspeitos de pedofilia são presos em Salvador; estúdio pornográfico é localizado no interior

Jaqueline Suzarte e Filipe Ribeiro
Por Jaqueline Suzarte e Filipe Ribeiro
| Atualizada em
Os materiais apreendidos passarão por perícia | Foto: Rafael Martins | Ag. A TARDE
Os materiais apreendidos passarão por perícia | Foto: Rafael Martins | Ag. A TARDE - Foto: Rafael Martins | Ag. A TARDE

O Ministério Público realizou na manhã desta quinta-feira, 31, uma operação para combater o crime de pedofilia nos municípios do estado da Bahia. Os agentes envolvidos na 'Operação Dirty Web' prenderam, até o momento, 11 pessoas envolvidas com o armazenamento, transmissão e comercialização de imagens e vídeos com cenas pornográficas de crianças e adolescentes. Cinco suspeitos foram presos em Salvador e outros seis no interior do estado. Todos foram encaminhados para a Delegacia Especializada de Repressão a Crime Contra Criança e Adolescente (Derca).

Além das prisões, os agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) cumpriram 19 mandados de busca e apreensão de materias como computadores, tablets, celulares, documentos e objetos utilizados na prática criminosa.

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Na capital baiana, os materiais foram encontrados nos bairros de Castelo Branco, Paralela, Plataforma, Vila Laura, Santa Cruz, Itapuã e Tororó.

Estúdio pornográfico

De acordo com a coordenadora da Gaeco, Ana Emanuela Meira, no município de Aratuípe, a 82 km de Salvador, foi constadada a existência de um estúdio de gravações com equipamentos cinematográficos como câmeras, retroprogetor, telas, além de conter materiais infantis no local.

Segundo a coordenadora, os elementos no estúdio comprovam a participação de crianças e adolescentes neste local. Ana Emanuela ainda ressalta que há a "possibilidade da participação dos menores na produção dos vídeos".

Os materiais apreendidos passarão por perícia e serão analisados pelo Ministério Público.

As investigações foram iniciadas após a Polícia Civil do Estado de São Paulo compartilhar informações com um promotor de justiça de Itamaraju, a 620 km de Salvador, sobre o possível crime na cidade. O promotor levou as informações até o Gaeco, quando foi iniciada as buscas das pessoas envolvidas na prática.

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