BAHIA
Titular da Saltur busca recursos para o Réveillon


O presidente da Empresa de Turismo S.A. (Saltur), Jonga Cunha, viajou, nesta sexta-feira, 30, à tarde, para tentar captar patrocínios para garantir o Réveillon na cidade. Conforme A TARDE adiantou ontem, a festa, orçada em R$ 1,5 milhão, pode não ocorrer por falta de verbas da prefeitura.
A assessoria de comunicação da Saltur não informou o destino do gestor nem quais os investidores que poderiam bancar as despesas. A prefeitura também pediu apoio ao Estado. Segundo a assessoria, Jonga Cunha se pronunciará na próxima segunda-feira.
O titular da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur), Domingos Leonelli, respondeu que a situação será analisada junto ao governo que, segundo ele, já tem os próprios compromissos financeiros.
Surpresa - "Nós sempre participamos com recursos. Mas a notícia de que a prefeitura não irá fazer nada é uma surpresa que me deixa estupefato", surpreendeu-se Leonelli, ao reiterar que, ao município, cabe a questão estrutural da festa: fogos e som.
Morador da Barra há 30 anos, o economista aposentado Guilherme Moura, 68, comemora a possibilidade de não haver festa: "Tudo quanto é evento acontece aqui. Isso altera a rotina dos moradores, que não têm o direito de ir e vir preservado".
Por outro lado, a estudante de administração Suzana França, 23, moradora do Imbuí, não gosta da ideia de ficar sem a festa gratuita. "Não temos nenhuma outra opção barata na cidade", opinou.