Busca interna do iBahia
HOME > BRASIL
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

BRASIL

Advogada nega acordo entre governo e PCC

JORNAL A TARDE

Por JORNAL A TARDE

16/05/2006 - 20:33 h

Siga o A TARDE no Google

Google icon

A advogada Iracema Vasciaveo, que representa a Nova Ordem, organização que trabalha na ressocialização de detentos em São Paulo, confirmou hoje (16), em entrevista coletiva, que foi ao presídio de Presidente Bernardes acompanhada de três representantes dos sistema de segurança do Estado, num avião da Polícia Militar. Mas negou ter sido firmado qualquer acordo para pôr fim aos ataques e rebeliões do PCC.



Segundo Iracema, a visita foi requisitada por ela, após pedidos dos familiares dos presos Marcola (principal líder do PCC) e mais sete líderes da facção criminosa para averiguar a situação física dos criminosos. "Foi uma demonstração de boa vontade (do governo de São Paulo)", disse Iracema, em referência ao atendimento rápido do pedido - a demanda foi apresentada no sábado de manhã e o encontro ocorreu no domingo à tarde - e ao empréstimo do avião para ir ao presídio.



Apesar de negar o acordo, Iracema deixou escapar que "havia uma instabilidade emocional dos familiares". "Os detentos que estão em Presidente Bernardes seriam a cúpula do PCC, então os familiares aqui fora devem ter, provavelmente, como articular alguma coisa caso essa informação não chegasse (do bom estado físico dos presos)", disse a advogada.



O presidente da Nova Ordem, o ex-carcereiro e ex-investigador Ivan Barbosa, disse, na entrevista, que "poderia ter morrido mais gente se a doutora não tivesse ido lá".



Iracema disse não ter considerado estranho o grupo que a acompanhou ao presídio - formado pelo corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes, o delegado da Polícia Civil José Luiz Ramos Cavalcante e o comandante do Comando de Policiamento Interior, coronel Ailton Araújo Brandão. De acordo com ela, a indicação do corregedor do sistema penitenciário foi do próprio secretário da SAP, Nagashi Furukawa.



Segundo Iracema, o encontro com os presos foi de cerca de 40 minutos e, nesse tempo, foi apenas verificada as suas condições físicas e passadas algumas informações. "Queriam saber porque estavam lá, já que reinava a paz no sistema", informou, sugerindo o desconhecimento dos presos sobre as rebeliões e os ataques a policiais.



Furukawa confirmou a visita da advogada aos presos, mas voltou a negar o acordo. Na entrevista, Iracema insistiu que não advoga para o "partido" (PCC) nem para seus líderes, mas pode já ter defendido algum de seus membros.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Navio bate em balsas em porto e tripulantes se jogam no mar; veja vídeo

Play

“Pensei até em deixar de existir”, desabafa filho de Popó nas redes sociais

Play

Sócios: grupo chines utiliza o PCC para blindar lavagem de R$ 1 bilhão

Play

Vídeo: homem espanca companheira com socos e mata-leão em elevador

x