GUARDA PRESIDENCIAL
Capitão que se omitiu diante de agressões a colega é denunciado
Caso veio à tona em fevereiro de 2019 e Ministério Público Militar (MPM) denunciou responsáveis no último dia 19

Por Da Redação

A Justiça Militar recebeu, no dia 19 de julho, a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) contra os responsáveis pelos espancamentos contra Gabriel Reis, jovem do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) que sofreu as agressões de seus colegas de farda com a conivência de um capitão.
O caso veio à tona em fevereiro de 2019, quando Gabriel tinha 19 anos. Embora as investigações corram em sigilo, reportagem do portal Metrópoles publicada nesta quinta-feira, 4, apontou que o capitão Huxlley Jorge Medeiros Leal foi denunciado por prevaricação e inutilização de material probante, enquanto os ex-soldados Antônio José Gomes Machado, Ezequiel Ribeiro Alves e Francisco Eudismar da Silva Maraço vão responder por lesão corporal leve.
Na época, Gabriel processou a União e pediu indenização de R$ 500 mil ao Estado. O caso não foi julgado ainda pela Justiça Federal. No entanto, o MPM pediu R$ 12 mil a título de reparação mínima dos danos morais.
Gabriel chegou a ser perseguido em Taguatinga e como consequência das agressões sofridas teve muitos ataques de pânico e ainda está desempregado, segundo a sua advogada, Blenda do Nascimento.
Apesar de não ter feito parte das agressões, o capitão Huxlley Jorge Medeiros Leal foi denunciado porque, mesmo avisado sobre as agressões, preferiu encobrir o caso. Ainda segundo a reportagem do Metrópoles, existe uma regra não escrita no Batalhão da Guarda Presidencial de que os militares da unidade devem apanhar para “engrossar o couro”.
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