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VIOLÊNCIA

Chefão de facção criminosa explodia rivais com dinamite

Traficante era apontado pela polícia como o maior fornecedor de armas e drogas para o tráfico do Rio

Da Redação
Por Da Redação
Traficante morreu em dezembro de 2007, vítima de um aneurisma cerebral
Traficante morreu em dezembro de 2007, vítima de um aneurisma cerebral - Foto: Reprodução

Um dos líderes mais conhecidos da facção Terceiro Comando Puro (TCP), Robson André da Silva, o Robinho Pinga, tinha uma predileção por armas e explosivos com grande capacidade de destruição, como dinamites, granadas e minas terrestres. Segundo a coluna Na Mira, do Metrópoles, o traficante, que morreu em 2007, tinha o hábito de explodir os inimigos que o desafiassem.

Relatórios de inteligência elaborados pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e datados de 2003 revelaram que Robinho Pinga usou uma identidade falsa adquirida no Distrito Federal (DF) para abrir uma mineradora no município de Almenara, em Minas Gerais.

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No entanto, apesar de toda documentação, a mineradora existia apenas no papel, servindo de fachada para a compra de explosivos com os quais invadia e conquistava territórios e se defendia da invasão por traficantes rivais.

O traficante era apontado pela polícia como o maior fornecedor de armas e drogas para o tráfico do Rio de Janeiro. Além disso, ele negociava com traficantes de São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Robinho chefiava o tráfico de drogas e armas nas favelas da Coreia, Rebu e Sapo, na Zona Oeste do Rio.

Em abril de 2004, a polícia estourou um paiol com oito minas terrestres, 161 granadas e cerca de 30 mil munições em uma das favelas que seriam controladas por ele. Todo o material tinha sido desviado de quartéis das Forças Armadas.

Morte

Robinho Pinga foi preso em dezembro de 2005, no interior de São Paulo. O chefão do TCP teve carro em que ele estava, com a companheira e dois filhos, interceptado por policiais civis. Ele foi preso quando tentava se mudar de novo. O destino seria Vitória, no Espírito Santo.

O bandido morreu em dezembro de 2007, vítima de um aneurisma cerebral. O criminoso estava preso desde janeiro daquele ano na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Um mês antes de morrer, ele havia sido transferido para o Hospital Central Penal, em Gericinó.

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