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Chuva afasta parte do público no aniversário de SP no Vale do Anhangabaú

Priscila Mengue | Estadão Conteúdo
Por Priscila Mengue | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Com um "obrigado pela persistência", o músico Paulinho da Viola agradeceu aos de fãs que resistiram à chuva e ao vento durante show que realizou nesta sexta-feira, 25, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo. A apresentação era uma das principais atrações da programação especial do aniversário de 465 anos da cidade, promovida pela Prefeitura, da qual também participam Ludmilla, Pabllo Vittar e Rael, dentre outros.

O sol ainda estava alto quando o sambista subiu no palco, pouco antes das 16h30. Quando cantou um de seus maiores sucessos, "Coração Leviano", contudo, a chuva engrossou e espantou grande parte do público, que foi embora ou se abrigou sob marquises, como a do Viaduto do Chá, onde era realizado o espetáculo. A chuva persistiu intensa ao menos até as 19 horas.

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Algumas centenas permaneceram diante do palco, com guarda-chuvas chuvas coloridos e capas transparentes compradas de vendedores ambulantes de andavam pelo entorno. Havia, ainda, quem nem tentou se esconder e encarou uma amostra ao vivo do que é estar na "terra da garoa", enquanto dançava, batucava no objeto mais próximo ou fazia uma foto ou vídeo com o celular.

"Eu estou realmente admirado com as condições com que essa turma não desiste", disse Paulinho ao microfone aos espectadores, que chamou de "guerreiros", enquanto a chuva atingia uma grande parte do palco. O sambista cantou sucessos, como "Pecado é capital" e "Foi um rio que passou em minha vida", e contou com a participação da filha, a cantora Beatriz Rabello, além de Fabiana Cozza e Rodrigo Campos.

"Não viemos preparados para a chuva", conta a técnica de maquinário Thatiane Santos, de 27 anos, que estava com a esposa, a barbeira Patricia Vieira, de 27, e o filho, Luiz Henrique, de 7, moradores da Freguesia do Ó, na zona norte. Antes de ir ao Anhangabaú, elas aproveitaram uma apresentação gratuita de balé no Teatro Municipal. "Pelo Paulinho, vale a pena", diz ela, que reclamou apenas da manutenção dos banheiros, que chamou de "precários".

Já a segurança Gislene Soares, de 33 anos, se abrigou junto do namorado debaixo de uma marquise para tentar acompanhar o show, mas diz que o som ficou prejudicado. "Não deu para acompanhar. Vamos só esperar a chuva passar para ir embora", conta a moradora de Guarulhos, na região metropolitana.

Já o ator André Barreiras, de 35 anos, se protegeu com uma capa de chuva de plástico, junto da esposa, da filha e da sogra. Do Butantã, na zona oeste da capital, eles foram ao centro exclusivamente para ver Paulinho da Viola. "É o quarto show dele que eu vou, mas achei o restante da programação pobre", critica.

Já as irmãs Ister, de 14, Rebeca, de 17, e Gislene da Conceição, de 24, vieram da Penha, na zona leste, interessadas nas demais atrações, especialmente o tributo à banda Charlie Brown Jr. (com Supla e Dinho Ouro Preto, dentre outros) e o show da cantora Ludmilla, que encerra a programação a partir das 23 horas. "Com a chuva fica melhor ainda", garante Ister.

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